ICE prende irmã de presidente de organização que controla cerca de 70% da economia cubana

Adys Lastres Morera foi presa pela Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) do ICE após ser considerada deportável pelo Departamento de Estado dos EUA

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Através da Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI), o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) prendeu Adys Lastres Morera, uma residente permanente legal deportável, irmã de Ania Guilhermina Lastres Morera, presidente executiva do Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), que controla cerca de 70% da economia cubana.

De acordo com o ICE, a prisão de Adys se faz necessária porque ela representa uma ameaça para os Estados Unidos e prejudica os interesses da política externa americana. A captura da cubana foi efetuada no dia 22 de maio e divulgada nesta quinta-feira (21).

“A GAESA, controlada pelos militares cubanos e núcleo do sistema comunista cleptocrático daquele país, controla até US$ 20 bilhões em ativos ilícitos”, destaca John Condon, diretor executivo associado interino da HSI.

“A presença de Adys Lastres Morera nos Estados Unidos tem consequências potencialmente graves para a política externa de nossa nação, e o Secretário de Estado Marco Rubio determinou que ela pode ser deportada de acordo com as disposições da Lei de Imigração e Nacionalidade”, ressaltou.

Ainda segundo Condon, permitir que Adys permaneça nos EUA enviaria um sinal de que redes ligadas ao regime cubano poderiam continuar a ter acesso às instituições financeiras, sociais e educacionais americanas. “A HSI continuará investigando aqueles que têm ligações com os adversários de nossa nação e tomará as medidas cabíveis para neutralizar as ameaças contra nossa pátria”, disse.

O ICE afirma que Ania Guillermina, irmã de Adys, é responsável pela gestão dos ativos ilícitos da GAESA mantidos internacionalmente. “As receitas da organização, que totalizam mais de três vezes o orçamento do governo cubano e beneficiam apenas elites corruptas, foram canalizadas para contas bancárias secretas no exterior, enquanto os cubanos comuns continuavam a sofrer sob o regime comunista do país”, diz a agência.

Residente legal passível de deportação

Adys entrou nos Estados Unidos como residente legal em 13 de janeiro de 2023, durante o governo Biden. Não existem registros indicando que ela tenha solicitado a cidadania ou um passaporte. Nessa quarta-feira (20), o Departamento de Estado dos EUA determinou que a cubana é passível de deportação nos termos da Seção 237(a)(4)(C) da Lei de Imigração e Nacionalidade.

A HSI prendeu Adys em Miami, poucos dias após o Departamento de Estado dos EUA apresentar uma acusação complementar contra Raul Castro, irmão do notório ditador cubano Fidel Castro, pelo assassinato de quatro pessoas em 1996. Ela se encontra sob custódia do ICE, aguardando o processo de deportação.

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