Departamentos federais dos EUA movem ações para revogação da cidadania de 10 acusados de crimes graves

Alvos dos processos são acusados de crimes como abuso sexual de menores, fraude contra o sistema de saúde, fraude eletrônica, fraude migratória e tráfico

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Ações de cassação da cidadania americana estão sendo movidas pelos departamos de Segurança Interna (DHS) e de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos contra 10 indivíduos acusados de crimes graves no país. O DHS divulgou a informação nesta segunda-feira (20) em seu site oficial.

Os alvos dos processos de revogação são acusados de crimes como abuso sexual de menores, fraude contra o sistema de saúde, fraude eletrônica, fraude migratória e conspiração para posse com intenção de distribuir cocaína. As ações foram apresentadas nos últimos 30 dias.

A Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA permite a cassação da cidadania de qualquer pessoa naturalizada no país, com o cancelamento do certificado de naturalização, se ele tiver sido obtido de forma ilegal, como declaração falsa intencional ou ocultação de um fato relevante.

“Ao cometer fraude durante o processo de naturalização, você perde o direito de manter sua cidadania americana. Esses estrangeiros criminosos, incluindo traficantes de drogas, pedófilos e fraudadores, perderam esse direito e exploraram nosso sistema de imigração, prejudicando cidadãos americanos legítimos. O DHS está empenhado em garantir a cassação da cidadania e a remoção desses fraudadores com todos os recursos disponíveis”, disse o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin.

Nomes dos imigrantes processados

São alvos das ações os seguintes indivíduos: Yoskmaikel Rodriguez Perez, cidadão de Cuba naturalizado americano em 2018; Ceflo Luviano-Mojica, cidadão do México; Urbano Vazquez Ortega, também do México, naturalizado em julho de 2017; Murtaza Ali, cidadão do Paquistão que se naturalizou em 2009; Jimmy Aguero, peruano naturalizado em outubro de 2015; Antonio Alcantara-Ruiz, mexicano que usou documentos falsos para obter a cidadania; Omar Cantu-Montalvo, mexicano naturalizado em 2005; Francisco Montano, cidadão do México naturalizado em 1997; Marcin Stanislaw Garbacz, polonês com cidadania americana desde 2014; e Martin Garcia Cardiel, imigrante do México que ganhou a cidadania americana em 2011.

“Cada um desses indivíduos não possuía o bom caráter moral exigido por lei e obteve a cidadania por meio de falsas declarações e ocultação de seus crimes. Sob a liderança do Presidente Trump, este Departamento de Justiça continuará a buscar agressivamente a cassação da cidadania para restaurar a integridade do processo de naturalização nos Estados Unidos”, afirmou o Procurador-Geral Interino, Todd Blanche.

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