Ex-atacante e ex-técnico da seleção da Inglaterra lutava contra um câncer em estágio 4 e deixa um legado histórico por Liverpool, Newcastle e pela equipe nacional
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
Kevin Keegan, um dos maiores nomes da história do futebol inglês, morreu nesta segunda-feira (20), aos 75 anos. A informação foi confirmada pelo Newcastle United, clube no qual o ex-jogador se tornou ídolo tanto dentro quanto fora de campo. Bicampeão da Bola de Ouro e ex-capitão da seleção inglesa, Keegan enfrentava um câncer em estágio 4, diagnóstico tornado público em junho.
A família do ex-atleta informou que ele morreu cercado pela esposa e pelas filhas. Em janeiro, o Newcastle já havia comunicado que Keegan estava em tratamento contra a doença, sem divulgar detalhes sobre o quadro clínico.
Em nota oficial, o clube lamentou a perda de uma de suas maiores referências.
“Estamos devastados com a morte de Kevin Keegan, uma das figuras mais icônicas, influentes e amadas da história do nosso clube. Como jogador, ajudou a transformar o Newcastle. Como treinador, devolveu esperança, orgulho e fez a cidade sonhar novamente”, destacou o comunicado.
Carreira marcada por títulos e prêmios
Conhecido pelos apelidos “King Kev” e “Mighty Mouse”, Keegan iniciou a carreira profissional no Scunthorpe United antes de ser contratado pelo Liverpool, em 1971.
Durante seis temporadas em Anfield, disputou 323 partidas, marcou 100 gols e conquistou três títulos do Campeonato Inglês, uma Copa da Inglaterra, duas Copas da UEFA e a Copa dos Campeões da Europa de 1977.
Em seguida, transferiu-se para o Hamburgo, da Alemanha, onde viveu outro momento histórico. O atacante conquistou a Bola de Ouro em 1978 e 1979, tornando-se o único jogador britânico a vencer o prêmio em duas oportunidades consecutivas.
Após a passagem pelo futebol alemão, retornou à Inglaterra para defender Southampton e Newcastle United, encerrando a carreira como jogador em 1984, aos 33 anos.
Destaque também na seleção inglesa
Pela seleção da Inglaterra, Keegan disputou 63 partidas entre 1972 e 1982, marcou 21 gols e usou a braçadeira de capitão em 31 jogos.
Depois de pendurar as chuteiras, iniciou uma bem-sucedida carreira como treinador. Em 1992, assumiu o Newcastle United e conduziu o clube de volta à elite do futebol inglês, montando uma equipe ofensiva que conquistou torcedores em todo o país.
Na temporada 1995/96, esteve perto de conquistar a Premier League, mas viu o Manchester United superar sua equipe na reta final da competição.
Passagem pela seleção e retorno ao Newcastle
Após deixar o Newcastle em 1997, Keegan treinou o Fulham antes de assumir o comando da seleção inglesa em 1999, substituindo Glenn Hoddle.
Permaneceu no cargo até a Eurocopa de 2000. Depois de uma derrota para a Alemanha, renunciou ao comando da equipe ao afirmar que não era “bom o suficiente” para continuar na função. Ao todo, dirigiu a Inglaterra em 18 partidas, com sete vitórias.
Posteriormente, comandou o Manchester City e anunciou a aposentadoria da carreira de treinador em 2005. Três anos depois, voltou ao Newcastle para uma segunda passagem, que durou apenas oito meses.
Homenagens
A morte de Keegan provocou manifestações de pesar em todo o futebol europeu.
O Liverpool destacou que o legado do ex-atacante permanecerá para sempre na história do clube.
A Federação Inglesa também lamentou a perda do ex-capitão, enquanto o ex-atacante Alan Shearer prestou uma homenagem emocionada nas redes sociais.
“Meu herói. Meu treinador. Meu amigo. Descanse em paz, chefe”, escreveu o maior artilheiro da história da Premier League.
Considerado uma das personalidades mais influentes do futebol inglês, Kevin Keegan deixa um legado construído por títulos, atuações memoráveis e pela capacidade de inspirar gerações como jogador e treinador.
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