Ataque russo com mísseis deixa mortos em Kiev e aumenta pressão por uma solução para a guerra

Bombardeio atingiu diferentes pontos da capital ucraniana nesta quinta-feira; Moscou afirma que a ofensiva teve como alvo estruturas militares e de produção de drones
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA 

Kiev voltou a ser alvo de uma intensa ofensiva russa nesta quinta-feira (20), em uma nova demonstração da dimensão que o conflito entre Rússia e Ucrânia ainda alcança. O ataque utilizou mísseis e drones e atingiu diferentes pontos da capital ucraniana, deixando mortos e dezenas de feridos.

Segundo autoridades ucranianas, pelo menos 16 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas. Prédios residenciais foram danificados e também houve impactos em uma escola e em um hospital infantil. Equipes de emergência trabalharam durante horas na retirada de vítimas e na busca por pessoas que ficaram presas nos escombros.

A ofensiva ocorreu em meio a uma nova escalada dos ataques de longo alcance entre Moscou e Kiev. A Força Aérea ucraniana informou que a Rússia empregou uma grande quantidade de drones, além de mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos. Parte dos drones foi interceptada pelas defesas aéreas, mas os projéteis balísticos conseguiram superar os sistemas de proteção.

O Ministério da Defesa russo, por sua vez, afirmou que os alvos estavam relacionados a instalações militares e à produção de drones. A ofensiva acontece enquanto as negociações diplomáticas continuam sem produzir um cessar-fogo definitivo, mantendo a população civil dos dois países sob o impacto direto da guerra.

O novo episódio reforça a urgência de uma saída diplomática para o conflito. Enquanto Rússia e Ucrânia ampliam o uso de armas de longo alcance, cidades cada vez mais distantes das linhas de frente continuam sendo atingidas, aumentando o número de vítimas e os riscos para a população.

O cenário também coloca novamente em evidência o papel das potências internacionais nas tentativas de intermediar uma solução. Com a continuidade dos ataques, a pressão por negociações capazes de interromper a escalada militar volta ao centro do debate.

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