Investigação do ICE resulta em sentença de 30 anos para imigrante ilegal acusado de abuso sexual de crianças em Nashville

A agência federal começou a investigar o caso em junho de 2023, após um morador local descobrir vídeos dos abusos em um celular deixado pelo imigrante em um estabelecimento comercial

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Um juiz federal condenou o imigrante ilegal mexicano Camilo Campos Hurtado a 30 anos de prisão federal, sob acusação de ter abusado sexualmente de várias crianças enquanto atuava como treinador de futebol juvenil em Nashville, no Tennessee. A sentença foi proferida no dia 2 de julho, após uma investigação liderada pela Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) do ICE, que divulgou a informação nesta sexta-feira (28).

Segundo informações do ICE, além de abusar sexualmente das crianças, o homem que hoje tem 68 anos também gravava os abusos. A agência começou a investigar o caso em junho de 2023, após um morador local descobrir os vídeos em um celular deixado por Camilo em um estabelecimento comercial de Franklin, outra cidade do Tennessee.

A pessoa que viu os vídeos acionou imediatamente a polícia local, que envolveu o ICE na investigação posteriormente. Em conjunto com a agência federal e o Serviço de Delegados dos EUA, o Departamento de Polícia de Franklin executou diversos mandados de busca contra o mexicano, incluindo revistas em sua casa e em seu veículo. Os investigadores apreenderam dispositivos eletrônicos contendo material de abuso sexual infantil e vários documentos de imigração e identificação falsificados.

Com base nas investigações, as autoridades constataram que Camilo incapacitava as crianças com drogas ou álcool antes de abusar delas sexualmente e gravar os crimes. Os abusos que resultaram em sua condenação ocorreram entre 2017 e 2021, mas a análise forense em seus dispositivos eletrônicos comprovou que ele vinha produzindo o material de crimes sexuais desde janeiro de 2023.

Em 17 de junho de 2025, o mexicano se declarou culpado de quatro acusações de exploração sexual de menores, uma acusação de recebimento de material de abuso sexual infantil, uma acusação de uso ou posse de documentos de imigração fraudulentos e uma acusação de posse de documento de identificação ou recurso de identificação que foi roubado ou produzido sem autorização legal.

O Ministério Público solicitou uma pena de 50 anos, considerando a extraordinária gravidade dos crimes praticados, a natureza prolongada da conduta de Camilo e a necessidade de proteger o público de novos crimes, mas o juiz o condenou a 30 anos de reclusão.

Após cumprir sua pena federal e qualquer pena estadual restante, Camilo será deportado para o México por meio de um processo de imigração.

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