Polícia Civil do DF investiga grupo suspeito de planejar ataques durante as eleições de 2026

Investigação aponta compartilhamento de manuais para fabricação de explosivos e discussões sobre possíveis ações violentas; operação cumpriu mandados em cinco estados
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

 

A Polícia Civil do Distrito Federal, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, desarticulou por meio da Operação Rede Interrompida um grupo que planejava realizar ataques a prédios públicos em Brasília durante o período eleitoral de 2026. Entre os alvos estariam o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto. Os integrantes se definiam “contra o sistema” e se articulavam por meio de redes sociais.

A investigação teve início a partir de relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública. Com base no levantamento, a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento instaurou inquérito policial para apurar a tentativa de atentado.

As comunicações analisadas revelaram discussões sobre uma mobilização na capital federal, com definição de edificações a serem invadidas, seleção de alvos, preparação tática e recrutamento em diferentes estados. Os investigadores também localizaram plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios da região central, além de manuais com instruções para fabricação de explosivos.

Durante as buscas, foram apreendidos material com apologia ao nazismo, facas e armas de fogo. A investigação apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime e demais delitos identificados ao longo das diligências.

Conforme Maurílio Coelho, coordenador de inteligência da Polícia Civil do DF, parte do material utilizado pelo grupo seria de acesso público.

“A investigação vai apontar ainda onde eles adquiriram esse material, mas, em princípio, a gente detectou que muita coisa está aberta, é de acesso público. Alguns desses prédios passaram por reformas, e essas reformas foram publicadas, o que acabou gerando essa vulnerabilidade. É algo que já está no nosso radar para, eventualmente, detectado algum risco, a gente pede para que o site seja derrubado.”

Oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos e residentes em cinco estados diferentes, foram alvo de medidas judiciais. As diligências seguem em andamento para esclarecer o grau de organização do grupo, a participação de cada integrante e o estágio em que se encontravam os planos. Até o momento, a investigação não foi enquadrada na Lei Antiterrorismo.

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