Deflagrada em Foz do Iguaçu, Operação Repatriar recupera criança e apura esquema de adoção ilegal
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Uma investigação da Polícia Federal revelou um caso de extrema gravidade na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A Operação Repatriar, deflagrada em Foz do Iguaçu, no Paraná, investiga um possível esquema de tráfico internacional de criança para fins de adoção ilegal.
Segundo a Polícia Federal, o caso começou após diligências realizadas pela Polícia Civil do Paraná envolvendo um bebê que teria sido levado para o Paraguai e entregue a terceiros.
O que chamou a atenção dos investigadores foi a existência de indícios de que a criança teria sido retirada do Brasil após uma negociação.
Bebê foi localizado e recuperado
Um dos pontos mais importantes do caso é que o bebê de 5 meses foi localizado e recuperado pelas autoridades.
A criança teria sido levada ao Paraguai no dia 23 de agosto e posteriormente retornado ao Brasil. A investigação busca esclarecer toda a trajetória do bebê, identificar quem participou da suposta negociação e entender como ele foi levado para outro país.
As autoridades também apuram se houve pagamento ou qualquer outro tipo de vantagem pela entrega da criança. Informações divulgadas sobre o caso apontam que parte dos valores teria sido transferida por Pix e outra parte entregue em dinheiro.
Buscas em Foz do Iguaçu
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu.
Os agentes procuram documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o caso e apontar a participação de outras pessoas.
A Polícia Federal também busca descobrir quem intermediou a transferência da criança e quem recebeu o bebê no Paraguai.
Um caso que ultrapassou a fronteira
A suspeita de que a criança tenha sido levada para outro país fez com que o caso ganhasse dimensão internacional.
A investigação passou a envolver a Polícia Federal e a Justiça Federal, justamente porque os fatos investigados teriam ligação com uma transferência internacional.
O caso chama atenção para a necessidade de proteção de crianças contra exploração, comércio e adoções realizadas fora dos procedimentos legais.
Investigação continua
Apesar da gravidade das suspeitas, é importante destacar que os investigados ainda não são considerados culpados. A operação tem como objetivo reunir provas e esclarecer as circunstâncias do caso.
A Polícia Federal deverá analisar todo o material apreendido e continuar as diligências para identificar possíveis envolvidos.
O nome da operação, “Repatriar”, faz referência ao retorno da criança ao Brasil.
O caso permanece sob investigação, e novas informações poderão esclarecer quem participou da suposta negociação e como o bebê foi levado para fora do país.
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