Jana Petriganova DeGregoris afirma que objeto cirúrgico permaneceu em seu corpo após uma de duas operações realizadas no Mount Sinai Hospital; ela e o marido processam o hospital e três médicos
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
A enfermeira Jana Petriganova DeGregoris passou cerca de sete anos convivendo com dores sem saber a origem do problema. A resposta veio apenas em outubro de 2025, quando uma tomografia revelou uma agulha cirúrgica de aproximadamente 3,8 centímetros dentro de seu abdômen.
Segundo o processo apresentado à Justiça de Nova York, Jana acredita que o objeto tenha sido deixado durante uma das duas cirurgias realizadas no Mount Sinai Hospital, em Manhattan.
A primeira operação ocorreu em 28 de junho de 2018, quando Jana foi submetida a uma cesárea. De acordo com a ação, participaram do procedimento as médicas Isabel Blumberg e Philip Torina.
Anos depois, em 17 de novembro de 2021, Jana retornou ao hospital para realizar uma abdominoplastia acompanhada de uma cirurgia laparoscópica para correção de uma hérnia umbilical. O procedimento foi realizado pelos médicos Scott Nguyen e Philip Torina.
A ação não determina em qual das duas cirurgias a agulha teria sido deixada no corpo da paciente. Jana, porém, afirma que as dores começaram após a cesárea.
Descoberta aconteceu durante uma tomografia
O objeto só foi identificado em 14 de outubro de 2025, durante uma tomografia computadorizada. Após a descoberta, Jana precisou passar por uma nova cirurgia para retirar a agulha.
A enfermeira e seu marido, Gerard DeGregoris, entraram com o processo na Suprema Corte de Manhattan em 24 de setembro de 2026. O casal acusa o Mount Sinai Hospital, Isabel Blumberg, Philip Torina e Scott Nguyen de negligência médica e busca uma indenização, cujo valor não foi especificado.
Jana trabalha como enfermeira especializada em cuidados cardiotorácicos na própria rede Mount Sinai desde 2013.
Hospital e médicos são citados no processo
Além do hospital, os três profissionais apontados como réus são:
- Isabel Blumberg
- Philip Torina
- Scott Nguyen
De acordo com as informações disponíveis sobre o caso, o Mount Sinai Hospital e os três médicos não haviam respondido publicamente às acusações até a publicação das reportagens. O advogado do casal, John Cagney, também não comentou o processo.
A ação afirma que Jana sofreu dores físicas intensas e lesões durante o período em que permaneceu com o objeto no abdômen. O caso segue na esfera civil e, até o momento, trata-se de alegações apresentadas pelos autores do processo, que ainda deverão ser analisadas pela Justiça.
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