Messi se despede da Argentina com golaço, lágrimas e uma noite que ficará na história do Monumental

Em sua última partida pela seleção, camisa 10 marca de pênalti, dá duas assistências e conduz a Argentina à vitória por 3 a 0 sobre Benim em uma despedida marcada por emoção e homenagens
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

A história de Lionel Messi com a camisa da Argentina chegou oficialmente ao fim em uma noite que ficará marcada para sempre no futebol do país. Nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, o craque disputou sua última partida pela seleção no Monumental de Núñez e teve a despedida que os torcedores sonhavam: gol, duas assistências, vitória por 3 a 0 sobre Benim e muita emoção.

Homenageado desde a chegada ao estádio, Messi entrou em campo sob os aplausos de uma torcida que acompanhou praticamente toda a trajetória do maior jogador argentino de sua geração. Antes mesmo da bola rolar, o camisa 10 já demonstrava a emoção de quem sabia estar vivendo seus últimos minutos com a seleção.

O gol, que parecia questão de tempo diante das oportunidades criadas pelo craque, saiu no segundo tempo. Aos 22 minutos, Messi cobrou pênalti com a precisão característica de sua perna esquerda e colocou a bola no ângulo superior, sem chances para o goleiro Dandjinou.

Foi o 126º gol de Messi pela Argentina, ampliando ainda mais seu recorde como maior artilheiro da história da seleção.

Uma despedida à altura de um ídolo

A noite começou com muita emoção. Messi chegou ao Monumental em meio à festa dos torcedores e não conseguiu esconder as lágrimas. Durante o hino nacional argentino, a atmosfera ficou ainda mais especial.

Dentro de campo, porém, Benim mostrou que não estava disposto a ser apenas um convidado da festa.

A seleção africana marcou Messi de perto e dificultou bastante a atuação argentina no primeiro tempo. O camisa 10 teve oportunidades para abrir o placar, mas não conseguiu aproveitar as primeiras chances.

Benim também ameaçou. Olaitan e Tamimou Ouorou tiveram boas oportunidades, enquanto o goleiro Dandjinou apareceu para impedir que Messi balançasse as redes antes do intervalo.

O empate sem gols no primeiro tempo deixou a torcida argentina ainda mais ansiosa pelo momento que todos esperavam.

Argentina transforma o jogo no segundo tempo

A resistência de Benim terminou logo no início da etapa final. Aos dois minutos, Nicolás Otamendi, outro jogador que viveu uma noite especial de despedida, abriu o placar. O zagueiro aproveitou uma cobrança de escanteio executada por Messi e acertou um belo chute de primeira.

O gol teve um significado especial porque reuniu dois jogadores que fizeram parte de uma das eras mais vitoriosas da história da seleção argentina.

Aos 15 minutos, Messi voltou a aparecer como protagonista.

O craque encontrou Nico Paz, uma das principais apostas da nova geração argentina, que recebeu a bola e finalizou com categoria para marcar o segundo gol.

A jogada simbolizou uma espécie de passagem de bastão entre gerações. Messi, aos 39 anos, participou diretamente do gol de um dos jogadores apontados como possível referência da Argentina no futuro.

O gol que todos esperavam

Faltava apenas uma coisa para completar a despedida: o gol de Messi. Aos 22 minutos, a oportunidade apareceu.

Após uma disputa dentro da área, Agustín Giay, lateral-direito do Palmeiras, sofreu uma entrada e o árbitro marcou pênalti.

Messi assumiu a responsabilidade.O camisa 10 demonstrou concentração antes da cobrança, respirou fundo e partiu para a bola. Com a tradicional precisão da perna esquerda, bateu no alto, no canto, e não deu qualquer chance ao goleiro Dandjinou.

Golaço!! O Monumental explodiu.

Messi correu para comemorar cercado pelos companheiros, enquanto os torcedores celebravam um dos momentos mais simbólicos da história recente da seleção argentina.

O gol também encerrou uma espera pessoal do craque naquela partida. Depois de desperdiçar algumas oportunidades no primeiro tempo e no início da etapa final, Messi finalmente conseguiu deixar sua marca na despedida.

Giay ganha uma história para contar

O pênalti também colocou Agustín Giay, jogador do Palmeiras, no centro de uma das cenas mais importantes da noite.

O lateral argentino participou da jogada que resultou na penalidade e acabou sendo responsável, de forma indireta, por proporcionar a Messi a oportunidade de marcar seu último gol pela seleção.

Para Giay, a partida ganhou uma lembrança que certamente permanecerá para sempre em sua carreira.

Números históricos

Com o gol contra Benim, Messi chegou a 126 gols pela seleção argentina, consolidando-se como o maior artilheiro da história do país.

Em partidas oficiais como profissional, o craque também alcançou a marca de 932 gols, distribuídos entre os clubes pelos quais passou:

  • Barcelona: 672 gols
  • Paris Saint-Germain: 32 gols
  • Inter Miami: 102 gols
  • Argentina: 126 gols

Messi também soma 429 assistências em sua carreira profissional.

Pela seleção argentina, sua trajetória foi marcada por títulos que mudaram definitivamente sua relação com os torcedores. Depois de anos de frustrações, o craque conquistou a Copa América de 2021, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024, além de outros títulos pela equipe nacional.

Messi deixa o campo cercado de emoção

Depois do apito final, a festa tomou conta do Monumental. Messi recebeu homenagens e permaneceu no gramado diante de uma torcida que fez questão de agradecer por mais de duas décadas de dedicação à seleção.

Em seu discurso, o craque não escondeu a emoção ao falar sobre o significado de vestir a camisa argentina.

Messi afirmou que gostaria de continuar representando o país por toda a vida e destacou o orgulho de ter permanecido ao lado da seleção mesmo nos momentos mais difíceis.

“Juro que gostaria de estar aqui a vida inteira. Porque jogar na seleção argentina é o mais bonito que pode acontecer.”

A frase resume a relação entre Messi e a seleção argentina.

Foram anos de cobranças, derrotas, críticas, lágrimas e, finalmente, conquistas históricas. No fim, o jogador que durante tanto tempo carregou o peso das expectativas conseguiu transformar sua passagem pela Argentina em uma das histórias mais vitoriosas do futebol mundial.

Agora, aos 39 anos, Messi deixa a seleção argentina com 126 gols, 67 assistências e três grandes títulos conquistados na fase mais importante de sua carreira.

E deixa também uma imagem que ficará para sempre na memória dos argentinos: a camisa 10, a bola no ângulo e o Monumental inteiro de pé para se despedir de seu maior ídolo.

Lionel Messi se despede da Argentina como campeão, recordista e, acima de tudo, como um dos maiores jogadores da história do futebol.

Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD

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