Aeronave caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na tarde desta sexta-feira (9); os três ocupantes morreram no local, e as causas do acidente serão investigadas
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
Um acidente aéreo envolvendo uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) terminou com a morte de três militares na tarde desta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, no município de Santana do Paraíso, na região de Ipatinga, no interior de Minas Gerais. A queda mobilizou equipes de emergência e chamou a atenção de moradores da região, após imagens mostrarem uma intensa coluna de fumaça no local. As primeiras informações divulgadas pela imprensa apontam que o avião havia decolado de Belo Horizonte e seguia para o Vale do Aço quando o acidente aconteceu, durante a aproximação ao destino.
A tragédia foi confirmada pela Polícia Militar, e informações divulgadas posteriormente por veículos de comunicação identificaram os três ocupantes como integrantes da corporação. Até o momento, as circunstâncias que levaram à queda precisam ser esclarecidas pelos órgãos responsáveis pela investigação aeronáutica.
Avião decolou de Belo Horizonte e caiu perto do aeroporto
A aeronave envolvida no acidente era um bimotor Beechcraft B300 Super King Air, identificado pelo prefixo PP-EJO e conhecido na corporação como Pegasus 17. Segundo informações da Rádio Itatiaia, o avião partiu do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, com destino ao Aeroporto Regional do Vale do Aço. O tempo estimado para o percurso era de aproximadamente 43 minutos.
A queda ocorreu nas proximidades do aeroporto, em Santana do Paraíso, município vizinho a Ipatinga. O Corpo de Bombeiros foi acionado, e equipes de emergência e de segurança foram mobilizadas para atender à ocorrência.
Imagens registradas por testemunhas mostraram uma grande coluna de fumaça preta e o fogo após o impacto. A intensidade das chamas destruiu parte significativa da estrutura da aeronave.
As informações sobre o trajeto foram divulgadas pela imprensa com base em dados de monitoramento de voos. A dinâmica exata do acidente, porém, ainda depende da apuração técnica das autoridades competentes.
Quem são os três militares mortos
As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Silvestre, a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a primeira-tenente Alice Almeida, segundo informações publicadas pela Rádio Itatiaia.
Gabriela Emília era a piloto da aeronave e havia retornado recentemente da licença-maternidade. De acordo com a publicação, ela foi a primeira mulher da Polícia Militar de Minas Gerais habilitada como piloto de aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado (ComAvE).
A corporação havia publicado uma homenagem à oficial por ocasião de seu retorno às atividades. Sua trajetória profissional ganhou destaque após a confirmação de sua morte no acidente.
A perda dos três integrantes representa uma tragédia para a instituição e para os familiares e amigos das vítimas. A divulgação das informações sobre os militares foi acompanhada por manifestações de pesar e homenagens.
O que se sabe sobre as causas da queda
Até o momento, as informações divulgadas não permitem estabelecer o que provocou o acidente. Não é possível afirmar, sem evidências técnicas, se a queda foi causada por uma falha mecânica, uma condição meteorológica adversa, um problema operacional ou outro fator.
A investigação de acidentes aeronáuticos no Brasil é conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão ligado à Força Aérea Brasileira. O trabalho busca identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência e produzir recomendações voltadas à prevenção de novos acidentes.
Conforme explica a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), uma investigação aeronáutica pode levar tempo até a publicação do relatório final. Por isso, as informações iniciais devem ser tratadas com cautela, e hipóteses não devem ser confundidas com conclusões oficiais.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do voo, as condições da aeronave e os fatores que possam ter contribuído para a queda. Até que os resultados sejam divulgados, a causa do acidente permanece sem confirmação pública.
Segundo acidente aéreo registrado em Minas Gerais no mesmo dia
A queda do avião da Polícia Militar ocorreu no mesmo dia de outro acidente aéreo em Minas Gerais. Na manhã desta sexta-feira (9), um monomotor caiu no bairro São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte, atingindo o telhado de um galpão de manutenção do Metrô BH. O piloto morreu.
Os dois episódios tiveram características e locais distintos, mas colocaram as ocorrências aeronáuticas no centro das atenções no estado.
No caso do Vale do Aço, a queda envolveu uma aeronave da frota da Polícia Militar e provocou a morte de três integrantes da corporação. As circunstâncias específicas desse acidente deverão ser esclarecidas pelas investigações.
Investigação deverá esclarecer o que aconteceu
A prioridade após a ocorrência é reunir informações que permitam reconstruir a sequência dos acontecimentos e identificar os fatores envolvidos na queda. A análise técnica é fundamental para evitar conclusões precipitadas e orientar eventuais medidas de prevenção.
Enquanto as investigações avançam, o acidente deixa três militares mortos e provoca comoção em Minas Gerais. Novas informações oficiais poderão esclarecer detalhes sobre a operação da aeronave, o atendimento à ocorrência e as conclusões dos órgãos responsáveis.
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