Suspeito disse ouvir vozes mandando matar o presidente; agentes encontraram três armas e dezenas de munições no veículo
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Um homem identificado como Ronny Yordrix Guanipa Chrinos foi preso na noite de quinta-feira (5), nas proximidades da Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos, após afirmar a agentes do Serviço Secreto que ouvia vozes em sua cabeça ordenando que viajasse até a capital americana para matar o presidente Donald Trump.
A prisão foi divulgada nesta sexta-feira (6) pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS). Segundo as autoridades, o homem estava dentro de um veículo estacionado na Constitution Avenue, quando chamou a atenção dos agentes por apresentar comportamento considerado suspeito.
Ao ser abordado, Chrinos teria declarado que ouvia vozes mandando que fosse até Washington para assassinar Trump. A situação levou os agentes a aprofundarem a abordagem e verificarem o veículo.
Três armas e dezenas de munições
Durante a fiscalização, os agentes descobriram que o veículo havia sido registrado como roubado. O próprio suspeito teria informado que havia armas no interior do automóvel.
Na busca, foram encontradas três armas de fogo: um rifle no estilo AR-15, uma pistola MAC-10 e uma Glock 43X, além de dezenas de munições.
A presença de armamento nas proximidades da residência oficial do presidente americano aumentou a gravidade da ocorrência e mobilizou os procedimentos de segurança.
Suspeito enfrenta diversas acusações
De acordo com o Departamento de Segurança Interna, Chrinos é venezuelano e entrou nos Estados Unidos pela fronteira do Texas em março de 2024. As autoridades afirmaram que ele estava no país em situação migratória irregular.
O homem foi acusado de diversos crimes relacionados ao transporte e porte ilegal de armas, posse de armamentos não registrados, transporte de munições não registradas, porte de pistola sem licença e posse de arma considerada perigosa.
Também enfrenta acusações relacionadas ao veículo, incluindo uso não autorizado, furto e recebimento de propriedade roubada.
Até a divulgação das informações, ele permanecia sob custódia do Serviço de Delegados dos Estados Unidos (U.S. Marshals). Não havia confirmação pública de que tivesse representação jurídica.
Serviço Secreto destaca atuação dos agentes
O diretor do Serviço Secreto americano, Sean Curran, destacou a atuação dos profissionais envolvidos na ocorrência e afirmou que o episódio demonstra a importância do treinamento e da experiência dos agentes para controlar situações potencialmente perigosas.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, também elogiou a operação e afirmou que a prisão impediu que o suspeito pudesse causar danos.
O caso reforça o nível de alerta das autoridades americanas em relação à segurança presidencial. Donald Trump já foi alvo de diferentes episódios de ameaças e tentativas de atentado, o que mantém a proteção do presidente como uma das principais prioridades dos órgãos de segurança dos Estados Unidos.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da abordagem, a origem das armas e as intenções do suspeito.
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