O fundador do WikiLeaks poderá declarar-se culpado de malversação de documentos confidenciais como parte de um acordo para recuperar a liberdade.
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
Julian Assange, fundador do WikiLeaks, preso no Reino Unido, aguarda julgamento de recurso contra decisão de extradição para os EUA. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está avaliando a possibilidade de chegar a um acordo que pode resultar na liberdade de Assange. Segundo informações da mídia, caso o acordo seja concretizado, Assange deverá admitir culpa por malversação de documentos confidenciais, crime considerado de menor gravidade.
Assange entrou no radar da Justiça americana em 2010, após o WikiLeaks divulgar centenas de arquivos confidenciais do Exército dos EUA e telegramas diplomáticos. Entre os vazamentos, estava um vídeo militar dos EUA mostrando um ataque de helicópteros Apache em Bagdá em 2007, que resultou na morte de dezenas de pessoas, incluindo dois funcionários da agência de notícias.
Os apoiadores de Assange o consideram um herói antiestablishment e um jornalista perseguido por expor as irregularidades dos EUA. Ele passou sete anos abrigado na Embaixada do Equador em Londres antes de ser preso em 2019 por violar as condições de fiança. Desde então, está em uma prisão de segurança máxima em Londres, onde inclusive se casou.
As batalhas legais de Assange começaram em 2010. Em 2022, o Reino Unido aprovou sua extradição para os EUA, onde ele poderia enfrentar uma pena de até 175 anos de prisão. Assange tenta reverter essa decisão.
Autoridades do Departamento de Justiça dos EUA e os advogados de Assange tiveram discussões preliminares nos últimos meses sobre os termos de um acordo de confissão para encerrar o caso. Como Assange já cumpriu cerca de cinco anos de sua pena no Reino Unido, os promotores americanos têm chances cada vez menores de que ele cumpra um tempo maior de condenação, mesmo que seja condenado nos Estados Unidos.
O advogado de Assange, Barry Pollack, afirmou que não recebeu qualquer indicação de que o acordo será aceito. Até o momento, o Departamento de Justiça dos EUA não comentou sobre o assunto.
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