Acidente ocorreu após cabelo ficar preso em ralo; polícia investiga possíveis falhas nos dispositivos de segurança.
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Na noite do último sábado 23 de novembro, uma menina de 9 anos sofreu um grave acidente na piscina principal do Royal Palm Plaza Resort, em Campinas, interior de São Paulo. De acordo com o relato do pai à polícia, a criança ficou submersa por cerca de sete minutos após seu cabelo ficar preso no ralo de uma cascata.
A vítima estava acompanhada da família, que estava hospedada no local. Ela foi resgatada por salva-vidas do resort e recebeu atendimento emergencial do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levada em seguida ao Hospital Mario Gattinho. Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde não informou o estado de saúde da criança.
Investigação apura circunstâncias do acidente
O caso foi registrado como lesão corporal no 2º Distrito Policial de Campinas. A polícia investiga se houve falha nos sistemas de segurança da piscina. Testemunhas do acidente serão ouvidas, e a área passará por perícia técnica.
Especialistas em segurança de piscinas apontam que acidentes desse tipo podem estar relacionados a problemas de manutenção ou projetos inadequados de sucção. A norma ABNT NBR 10.339, que regula dispositivos de segurança em piscinas no Brasil, exige equipamentos capazes de prevenir acidentes de sucção e aprisionamento, além de manutenções periódicas rigorosas.
Pronunciamento do resort
O Royal Palm Plaza Resort emitiu uma nota oficial lamentando o ocorrido e informou que está oferecendo suporte à família da menina. Segundo o hotel, o acidente envolveu o sistema de retorno de água de uma cascata da piscina principal, que foi imediatamente desligado para avaliação técnica.
O comunicado destacou que os ralos da piscina são equipados com tecnologias antissucção e antiaprisionamento, mas não explicou o motivo de o equipamento não ter evitado o acidente.
Riscos e casos semelhantes
Acidentes em piscinas, especialmente envolvendo crianças, já foram registrados em outros locais do Brasil. Em março deste ano, uma criança de sete anos teve o braço preso em um ralo de piscina em um parque aquático na Bahia, sofrendo ferimentos.
Especialistas reforçam que a combinação de equipamentos adequados e manutenção preventiva é essencial para evitar tragédias. A investigação determinará se o resort cumpriu todas as normas exigidas pela legislação e se houve negligência.
Desdobramentos aguardados
A família da menina ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. O estado de saúde da criança, assim como os resultados da investigação policial, trarão novos desdobramentos para o caso. O acidente reacende o alerta sobre a importância da segurança em piscinas, especialmente em locais de grande circulação como resorts e parques aquáticos.
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