Billy Ray Smith Jr. ,lenda da NFL, morre aos 64 anos

Foto: Reprodução.
Ex-linebacker dos San Diego Chargers enfrentava encefalopatia traumática crônica (CTE), doença cerebral degenerativa associada a impactos repetitivos na cabeça durante a carreira
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

O ex-linebacker Billy Ray Smith Jr., que atuou por dez temporadas na NFL e integrou o Hall da Fama do futebol americano universitário, morreu na quarta-feira (29), aos 64 anos.

A informação foi confirmada pela família, que revelou que o ex-jogador enfrentava um quadro de demência provocado pela encefalopatia traumática crônica (CTE), doença neurodegenerativa relacionada a repetidos impactos na cabeça.

Em nota, os familiares destacaram a forma como Smith enfrentou a enfermidade e prestaram homenagem à trajetória do ex-atleta.

“Billy Ray enfrentou sua longa jornada contra a demência causada pela CTE com coragem, dignidade e força incomparáveis. Ele levou alegria, luz e sorrisos a tantas pessoas como pai dedicado, marido, filho e amigo leal”, afirmou a família.

A encefalopatia traumática crônica é uma doença degenerativa do cérebro frequentemente associada a atletas de esportes de contato, especialmente jogadores de futebol americano, além de militares expostos a repetidos traumatismos cranianos.

Entre os sintomas estão alterações de humor, perda de memória, impulsividade, depressão e comprometimento cognitivo progressivo. Atualmente, o diagnóstico definitivo da doença só pode ser confirmado após a morte.

Carreira de destaque na NFL

Billy Ray Smith Jr. foi escolhido pelo San Diego Chargers como a quinta seleção geral do Draft da NFL de 1983, após se destacar defendendo a Universidade de Arkansas.

Durante dez temporadas na principal liga de futebol americano do mundo, consolidou-se como um dos principais linebackers da franquia.

Em sua carreira, registrou 15 interceptações, 14 recuperações de fumble e 13 fumbles forçados, desempenho que lhe garantiu um lugar na equipe comemorativa dos 50 anos dos Chargers.

Ídolo também no futebol universitário

Antes de chegar à NFL, Smith brilhou no futebol universitário pela Universidade de Arkansas, onde foi eleito All-American em duas oportunidades.

O reconhecimento culminou com sua inclusão no Hall da Fama do College Football, em 2000, consolidando seu legado entre os grandes nomes da modalidade.

Nova carreira após aposentadoria

Depois de encerrar a carreira como jogador, Billy Ray Smith Jr. permaneceu ligado ao esporte. Tornou-se apresentador e comentarista em emissoras de rádio e televisão nos Estados Unidos, participando da cobertura da NFL e do futebol universitário.

Sua morte reacende o debate sobre os impactos dos traumatismos cranianos repetitivos no futebol americano e os desafios enfrentados por ex-atletas diagnosticados com encefalopatia traumática crônica, tema que vem sendo amplamente discutido pela comunidade médica e pela própria NFL nas últimas décadas.

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