Operação da PF revela esquema bilionário de fraudes e agressões, e ministro André Mendonça determina prisão preventiva
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, orientava a prática de violência e intimidação contra funcionários e adversários próximos. A prisão preventiva do empresário, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu nesta quarta-feira no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero.
Segundo os investigadores, Vorcaro mantinha contatos com Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, para aplicar agressões físicas e ameaças a pessoas de seu convívio. Em mensagens encontradas no celular de Mourão, Vorcaro chegou a instruir o executor de suas ordens a “moer” uma empregada doméstica e “dar um sacode” em um chefe de cozinha.
“O bom é dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”, escreveu Vorcaro, em referência a um ex-funcionário que possuía gravações sensíveis contra ele. Em outra conversa, ao se sentir ameaçado por uma funcionária chamada Monique, o empresário ordenou: “Tem que moer essa vagabunda. Puxa endereço tudo”.
De acordo com a PF, Mourão exercia papel central na neutralização de situações sensíveis aos interesses do banqueiro, recebendo remuneração estimada em R$ 1 milhão por mês. O grupo, que se comunicava pelo WhatsApp em um chat chamado “A Turma”, também utilizava credenciais indevidas para acessar sistemas restritos da própria Polícia Federal e do Ministério Público Federal, obtendo dados sigilosos sobre as vítimas.
Além das práticas de intimidação, as investigações apontam que Vorcaro e seus aliados atuavam em um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com gestão fraudulenta de recursos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a PF, o grupo utilizava operações complexas para ocultar prejuízos e movimentar ativos de alto risco, aproveitando-se da estrutura do mercado financeiro.
O ministro André Mendonça destacou que a prisão preventiva é essencial para interromper a coação sobre vítimas e testemunhas, além de impedir que Vorcaro influencie o andamento das investigações ou monitore agentes públicos.
A prisão do banqueiro e de Mourão marca um novo capítulo da Operação Compliance Zero, reforçando a atuação da PF no combate a crimes financeiros e práticas milicianas dentro de empresas privadas.
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