CPI aponta que jovens infratores da classe média se escondem atrás da internet para cometer crimes

Especialistas alertam para mudança no perfil de adolescentes envolvidos em delitos e defendem maior responsabilização das plataformas digitais
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

A atuação de adolescentes em crimes virtuais tem chamado a atenção de autoridades e especialistas no Brasil. Durante debates em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), foi destacado que um número crescente de jovens de famílias de classe média e alta tem participado de práticas ilegais utilizando a internet como meio de proteção e anonimato.

De acordo com especialistas ouvidos pela comissão, houve uma mudança no perfil de menores envolvidos em infrações. Se antes a maioria dos casos estava associada a jovens em situação de vulnerabilidade social, atualmente também surgem adolescentes de escolas particulares e com acesso amplo à tecnologia participando de crimes online. 

Entre as práticas investigadas estão a participação em comunidades que incentivam violência, ataques virtuais, disseminação de discursos de ódio, racismo, misoginia e até planejamento de atentados em escolas. A internet, segundo especialistas, tem funcionado como um ambiente que facilita o contato entre grupos e amplia a sensação de impunidade. 

Outro ponto destacado é que a maioria dos casos envolve meninos, que muitas vezes são atraídos por fóruns e comunidades online que propagam ideologias extremistas ou discursos de violência. A ausência de supervisão no ambiente digital também é apontada como um fator que contribui para o problema. 

Diante desse cenário, especialistas defendem maior regulamentação das plataformas digitais e mecanismos que garantam a verificação de idade e controle de conteúdos acessados por menores. Para eles, o enfrentamento do problema precisa envolver não apenas o poder público, mas também as empresas de tecnologia, as escolas e as famílias. 

Além das medidas legais, também foi ressaltada a importância do acompanhamento dos pais sobre o uso da internet pelos filhos. Especialistas alertam que o ambiente virtual pode expor adolescentes a conteúdos perigosos e comunidades que incentivam comportamentos violentos.

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