Governo Trump expulsa delegado da PF que ajudou ICE a prender Alexandre Ramagem

O Departamento de Estado classificou a atuação do agente brasileiro como uma forma de “manipulação” do sistema de imigração dos EUA

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Após atuar em colaboração com o ICE na prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho foi expulso dos Estados Unidos pelo presidente Donald Trump. Ivo era o oficial de ligação da PF com o ICE.

A saída do delegado do país foi anunciada pelo Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA. O órgão classificou a atuação do agente brasileiro como uma forma de “manipulação” do sistema de imigração da nação norte-americana.

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração tanto para contornar pedidos de extradições formais quanto para estender caça às bruxas política ao território dos Estados Unidos. Hoje, nós pedimos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, comunicou o departamento.

O delegado estava lotado desde agosto de 2023 no escritório do ICE em Miami, na Flórida, sendo o único designado da Polícia Federal brasileira para atuar diretamente nas dependências da agência de imigração dos Estados Unidos. Ele coordenava a cooperação entre os dois países em investigações transfronteiriças e operações migratórias na região.

A função será assumida pela delegada Tatiana Alves Torres, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). Ela é delegada de carreira da PF desde 2002 e já foi superintendente da corporação em Minas Gerais. Desde dezembro de 2025, estava na função de coordenadora-geral de Gestão de Processos da Diretoria de Gestão de Pessoas.

Prisão de Ramagem

Condenado pelo STF a 16 anos de prisão em setembro de 2025, Ramagem se autoexilou nos EUA e teve o mandato de deputado federal cassado, também por ordem do STF. Ele foi preso em 13 de abril, em uma ação conjunta entre o ICE e a PF, mas ganhou a liberdade dois dias depois, após forte pressão de lideranças ligadas a Jair Bolsonaro.

As autoridades americanas liberaram o ex-chefe da ABIN sem necessidade de pagamento de fiança, permitindo que ele aguarde em liberdade o julgamento de um pedido de asilo no país.

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