Brendan Banfield recebeu pena sem direito à liberdade condicional após ser considerado culpado pelas mortes de Christine Banfield e Joseph Ryan; Juliana Peres Magalhães também foi condenada por participação no caso
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
O norte-americano Brendan Banfield foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional após ser considerado culpado pelo assassinato de sua esposa, Christine Banfield, e de Joseph Ryan. O julgamento ocorreu em 5 de junho de 2026, no Condado de Fairfax, Virgínia, e a sentença foi proferida em 7 de junho de 2026.
Segundo a acusação, os homicídios foram resultado de um plano previamente articulado com a brasileira Juliana Peres Magalhães, ex-babá da família e apontada como envolvida em um relacionamento com o réu.
A juíza Penney S. Azcarate classificou o caso como marcado por extrema crueldade e premeditação, afastando a tese de crime impulsivo e destacando a gravidade da conduta.
Versão da acusação
Promotores afirmam que Banfield e Juliana atraíram Joseph Ryan à residência da família em fevereiro de 2023 sob o pretexto de um encontro sexual. A investigação aponta que o objetivo era usar o homem como peça central de uma tentativa de incriminação no assassinato de Christine.
Durante o julgamento, a acusação sustentou que a narrativa de legítima defesa apresentada pelo réu teria sido construída para encobrir o plano.
Dinâmica do crime
De acordo com o depoimento de Juliana Peres Magalhães, o relacionamento com Banfield teria evoluído para uma conspiração contra a esposa dele. Ela afirmou que os dois criaram identidades falsas e usaram plataformas online para atrair a vítima ao local.
Segundo sua versão, após a chegada de Ryan à residência em 24 de fevereiro de 2023, ele foi surpreendido dentro do quarto, momento em que ocorreram os disparos contra ele e os ataques contra Christine. A promotoria também sustenta que houve tentativa de manipulação da cena do crime.
Defesa e versão do réu
Banfield negou qualquer planejamento e afirmou que agiu ao encontrar Ryan atacando sua esposa. Ele declarou que o disparo foi feito em legítima defesa e rejeitou a existência de conspiração, afirmando que a relação com Juliana já não era ativa.
A defesa classificou as acusações como inconsistentes e disse que o caso foi interpretado de forma equivocada pela promotoria.
Impacto e depoimentos
Familiares das vítimas prestaram depoimentos emocionados durante a audiência. Parentes de Christine e Joseph descreveram o impacto permanente das mortes e criticaram a versão apresentada pelo réu, apontando premeditação e distorção dos fatos.
A brasileira firmou acordo com a acusação em 2024, declarando-se culpada pela morte de Joseph Ryan e concordando em testemunhar contra Banfield. Ela foi posteriormente condenada a até 10 anos de prisão.
A juíza considerou sua participação deliberada e determinou pena acima da recomendação inicial dos promotores, citando desrespeito à vida humana e envolvimento direto na execução do crime.
Com as condenações, o caso é encerrado judicialmente nos Estados Unidos, enquanto familiares de Christine Banfield afirmam lidar com uma perda descrita como irreparável e marcada pelas circunstâncias violentas do crime.
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