As autoridades ganenses classificaram a medida como “arbitrária e extremamente injusta”
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
A decisão do Canadá de negar visto de entrada ao meio-campista Thomas Partey, para a estreia da Seleção de Gana na Copa do Mundo, foi criticada pelo governo de Gana neste sábado (13). As autoridades ganenses classificaram a medida como “arbitrária e extremamente injusta”.
Mesmo entendendo que a deliberação do Canadá se baseava em processos pendentes na Grã-Bretanha, o Ministério das Relações Exteriores de Gana divulgou uma nota de protesto, solicitando que o Canadá reconsidere sua decisão.
“Embora respeite o direito soberano do Canadá de fazer cumprir suas leis de imigração, Gana considera que a dependência de acusações não comprovadas, na ausência de uma decisão judicial, levanta questões fundamentais de justiça e proporcionalidade”, diz o órgão em nota oficial.
Nesta sexta-feira (12), um porta-voz do Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadãos do Canadá destacou que o país tem sido consistente em afirmar que grandes eventos não alteram as leis de imigração.
“Cada pessoa que deseja vir para o Canadá é avaliada individualmente, com base nos fatos disponíveis e na legislação aplicável”, ressaltou o porta-voz.
Entenda o caso
Partey teve o visto de entrada negado pelo Canadá para a estreia da Seleção de Gana contra o Panamá na próxima quarta-feira (17), porque responde a processos criminais no Reino Unido, com sete acusações de estupro e uma de agressão sexual. O jogador de 32 anos se encontra em Boston, nos Estados Unidos, com o restante do time, e poderá jogar as outras duas partidas do Grupo L.
A FIFA, organizadora da Copa do Mundo, declarou que não está envolvida nos processos de imigração dos países anfitriões dos jogos.
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