Mexicano admite envolvimento na morte de imigrante ilegal alojado em trailer clandestino nos Estados Unidos

O homem admitiu ter conspirado com outros indivíduos para transportar estrangeiros e mantê-los escondidos em Laredo, no Texas

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Um mexicano de 39 anos, identificado como Cruz Alberto de la Garza, declarou-se culpado de abrigar 32 imigrantes ilegais em um local clandestino em condições tão perigosas, que uma das pessoas morreu. Ele admitiu ter conspirado com outros indivíduos para transportar os estrangeiros e mantê-los no esconderijo em Laredo, no Texas.

A investigação do caso foi iniciada por agentes especiais da Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) do ICE em 15 de outubro de 2025, após dois imigrantes serem deixados em um hospital e um deles ser declarado morto. O laudo legista identificou como uma das causas da morte exposição ao calor e às intempéries.

O ICE descobriu que outros 30 imigrantes estavam alojados em um trailer usado como esconderijo em uma propriedade rural do Texas. Sem climatização e ventilação adequadas, a temperatura no interior do espaço era perigosamente alta, afetando a saúde dos ocupantes.

De acordo com a agência federal, havia pouca comida e nenhum acesso a banheiro dentro do trailer e para piorar ainda mais a situação, ninguém tinha permissão para sair. A investigação da HSI revelou que Cruz Alberto orientou os imigrantes a entrar no trailer e os levou até a propriedade rural.

Diretor interino do ICE, David J. Venturella destaca que o tráfico de pessoas é uma indústria criminosa multimilionária, na qual os criminosos priorizam o lucro em detrimento da vida humana.

“Ele [tráfico de pessoas] ameaça a segurança das fronteiras dos EUA e a segurança pública, sendo um dos muitos crimes que o HSI investiga. Infelizmente, mortes causadas pela ganância e negligência dos traficantes de pessoas não são incomuns, e a vítima de De la Garza está entre as muitas outras mortes que vemos todos os anos em casos como este”, disse Venturella.

O mexicano tem sentença agendada para o dia 1° de setembro, perante a juíza distrital dos EUA Marina Garcia Marmolejo. Ele pode ser condenado à prisão perpétua e uma multa de US$ 250 mil.

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