Robert Gilman, de 32 anos, estava detido desde 2022 e teve a saúde gravemente afetada durante o período de prisão; ele agora retorna aos Estados Unidos para receber tratamento médico
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
O ex-fuzileiro naval americano Robert Gilman, de 32 anos, foi libertado nesta terça-feira (11) após passar mais de quatro anos detido na Rússia. Morador de Massachusetts, ele retornou aos Estados Unidos em meio a preocupações com seu estado de saúde, que teria se deteriorado gravemente durante o período de encarceramento.
A libertação ocorreu após negociações entre autoridades americanas e russas. Segundo informações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que conversou com o presidente russo Vladimir Putin sobre o caso e que a liberação ocorreu por razões humanitárias, sem uma troca de prisioneiros.
Detenção começou em 2022
Gilman foi preso na Rússia em janeiro de 2022 e posteriormente condenado por acusações relacionadas a uma suposta agressão contra um policial. A família e defensores do ex-fuzileiro contestaram as acusações e afirmaram que ele sofria de problemas de saúde que teriam influenciado o episódio.
Durante o período em que permaneceu preso, novas acusações contra ele fizeram com que sua situação se prolongasse. A família também denunciou condições severas de encarceramento e afirmou que Gilman sofreu abusos enquanto estava sob custódia russa.
Estado de saúde causou preocupação
Nas últimas semanas, a situação de Gilman se tornou ainda mais delicada. Ele havia sido transferido para uma unidade psiquiátrica de um hospital civil na Rússia e, segundo pessoas que acompanhavam o caso, seu estado de saúde havia se agravado significativamente.
Representantes que atuaram pela libertação do americano afirmaram que ele chegou a apresentar um quadro descrito como estupor dissociativo e que sua condição era considerada grave e potencialmente fatal. A situação aumentou a pressão para que ele fosse retirado da Rússia.
Retorno aos Estados Unidos
Após ser libertado, Gilman iniciou a viagem de volta aos Estados Unidos acompanhado de familiares e representantes americanos. Ele deverá receber avaliação médica e psicológica e ser encaminhado para tratamento em uma unidade militar no Texas.
A libertação foi comemorada por familiares e autoridades de Massachusetts que acompanharam o caso. O senador Ed Markey, que vinha pressionando pela libertação do ex-fuzileiro, afirmou que o retorno representa um momento importante depois de anos de preocupação com sua segurança e saúde.
O caso também chama atenção para outros cidadãos americanos que continuam detidos na Rússia. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, comemorou a libertação de Gilman, mas destacou a necessidade de continuar trabalhando pela volta de outros americanos presos no país.
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