NOAA eleva para 81% a chance de um El Niño muito forte no fim de 2026

Nova projeção da agência meteorológica dos Estados Unidos indica intensificação do fenômeno entre outubro e dezembro e aumenta o alerta para possíveis impactos climáticos em diversas regiões do planeta
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA 

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 81% a probabilidade de que o fenômeno El Niño atinja intensidade considerada muito forte entre os meses de outubro e dezembro deste ano. A nova estimativa representa um aumento significativo em relação ao boletim divulgado em junho, quando essa possibilidade era de 63%. 

Segundo a agência norte-americana, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial se intensificou nas últimas semanas, fortalecendo as condições favoráveis ao desenvolvimento do fenômeno. Caso a previsão se confirme, este poderá estar entre os eventos de El Niño mais intensos registrados desde o início do monitoramento sistemático, na década de 1950.

Fenômeno deve persistir até 2027

Além da possibilidade de um evento muito forte no fim de 2026, a NOAA estima que há 97% de chance de o El Niño permanecer ativo entre março e junho de 2027. Isso indica que seus efeitos poderão ser sentidos por vários meses, influenciando o comportamento do clima em diferentes continentes.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais da região central e leste do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e modifica os padrões de chuva, temperatura e ventos em várias partes do mundo.

Embora ocorra de forma natural, sua intensidade varia a cada episódio, podendo provocar impactos mais severos quando atinge níveis considerados fortes ou muito fortes.

Possíveis impactos

Especialistas alertam que um El Niño de grande intensidade pode favorecer a ocorrência de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do planeta. Entre os efeitos mais comuns estão períodos de calor intenso, alterações no regime de chuvas, tempestades mais frequentes em algumas áreas e estiagens prolongadas em outras.

No Brasil, os impactos variam conforme a região. Historicamente, o fenômeno costuma aumentar o volume de chuvas no Sul, enquanto partes do Norte e do Nordeste podem enfrentar redução das precipitações e períodos mais secos. Ainda assim, os efeitos dependem da intensidade do fenômeno e da interação com outros fatores climáticos.

Monitoramento contínuo

A NOAA informou que continuará acompanhando a evolução das temperaturas do Oceano Pacífico e divulgará novas atualizações nos próximos meses. Os dados servirão de base para que governos, produtores rurais e órgãos de defesa civil adotem medidas de prevenção e planejamento diante dos possíveis impactos provocados pelo fortalecimento do El Niño.

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