Líder do Irã ameaça Donald Trump e promete que “vingança” será concretizada “em breve”

Mojtaba Khamenei diz que retaliará pela morte do pai e eleva a tensão com os Estados Unidos

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

As tensões entre Estados Unidos, Irã e Israel voltaram a aumentar neste sábado (11), após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometer que a “vingança” pela morte de seu pai, Ali Khamenei, será concretizada. A declaração é vista como mais uma ameaça ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e amplia a preocupação com uma nova escalada militar no Oriente Médio.

Em comunicado divulgado pelo governo iraniano, Mojtaba afirmou que retaliar pela morte do pai é uma obrigação do regime e garantiu que os responsáveis serão punidos.

“A vingança é uma exigência da nossa nação e certamente deve ser concretizada.”

O líder iraniano também declarou que a promessa será cumprida independentemente de quem esteja no comando do país e afirmou que os envolvidos na morte de Ali Khamenei já foram identificados.

A declaração ocorre dias após informações de inteligência indicarem que o regime iraniano continua sendo apontado como uma ameaça à segurança de Donald Trump. O presidente americano já era alvo de planos atribuídos ao Irã desde a morte de Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica, morto em uma operação militar ordenada pelos Estados Unidos em 2020.

Trump responde às ameaças

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que qualquer tentativa de atentado contra sua vida provocará uma resposta militar extremamente severa.

Segundo Trump, ele já deixou orientações para que os Estados Unidos reajam imediatamente caso seja alvo de um ataque promovido pelo regime iraniano.

“Se algo acontecer comigo, a resposta será bombardear o Irã em níveis nunca vistos antes.”

Posteriormente, o presidente reforçou o alerta em uma publicação nas redes sociais, afirmando que milhares de mísseis estariam preparados para atingir alvos iranianos caso Teerã execute ou tente executar qualquer plano para assassiná-lo.

Histórico da ameaça

As tensões entre Washington e Teerã não são recentes. Em 2024, autoridades americanas afirmaram ter descoberto planos atribuídos ao regime iraniano para assassinar Trump.

Segundo as investigações, a motivação estaria ligada à morte de Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica, morto em um ataque ordenado pelos Estados Unidos em janeiro de 2020, durante o primeiro mandato de Trump.

Desde então, o governo americano tem elevado o nível de segurança em torno do presidente diante das constantes ameaças atribuídas ao regime iraniano.

Guerra voltou a se intensificar

As novas declarações ocorrem poucos dias após o anúncio do fim do cessar-fogo que havia reduzido temporariamente os confrontos iniciados em fevereiro entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Com o encerramento da trégua, os ataques voltaram a aumentar, elevando novamente o risco de uma escalada militar na região.

Especialistas avaliam que as declarações do novo líder iraniano podem ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio, principalmente diante das promessas públicas de retaliação feitas por ambos os lados.

Mistério sobre o paradeiro de Mojtaba

Apesar de ter assumido oficialmente o comando do regime iraniano após a morte do pai, Mojtaba Khamenei permanece longe da vida pública.

Desde sua nomeação, ele não apareceu em discursos, cerimônias ou gravações em vídeo, limitando-se à divulgação de comunicados escritos.

Sua ausência alimenta especulações de que possa ter sido gravemente ferido durante o conflito ou até mesmo morto, hipótese que não foi confirmada oficialmente pelo governo iraniano.

Outro fator que chamou atenção foi sua ausência no funeral de Ali Khamenei, realizado entre os dias 3 e 9 deste mês no Irã e no Iraque.

Enquanto isso, o clima entre Irã, Estados Unidos e Israel segue de elevada tensão, com ameaças de retaliação, reforço das capacidades militares e crescente preocupação internacional com a possibilidade de novos confrontos de grandes proporções no Oriente Médio.

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