Memorando amplia arsenal cibernético dos EUA e aumenta pressão sobre facções brasileiras
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu mais um passo para endurecer o combate às organizações criminosas transnacionais. Em memorando assinado nesta quarta-feira (12), o governo americano autorizou a participação de empresas privadas em operações cibernéticas coordenadas pelo governo federal.
A estratégia permite ampliar o uso da tecnologia para identificar, rastrear e interromper estruturas digitais utilizadas por grupos criminosos contra cidadãos e interesses dos Estados Unidos.
PCC e CV entram no radar
A medida tem impacto direto no cenário internacional porque o PCC e o Comando Vermelho já foram classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o governo Trump utilizará “todas as ferramentas disponíveis” para proteger a segurança nacional americana e combater o financiamento de organizações ligadas ao narcotráfico.
Com o novo memorando, grupos estrangeiros que utilizarem o ambiente digital para atacar os EUA poderão enfrentar uma resposta mais agressiva de Washington.
Trump amplia o arsenal contra o crime
As empresas privadas não poderão agir por conta própria. As operações serão realizadas em nome do governo americano e sob sua supervisão.
A iniciativa poderá permitir ações para interromper ou desativar sistemas utilizados por organizações criminosas, criando uma nova frente de combate além de sanções, bloqueios financeiros e operações policiais.
As regras detalhadas da força-tarefa deverão ser divulgadas nos próximos 60 dias.
A nova política também ocorre após o governo Lula se opor à classificação americana do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Brasília criticou a decisão de Washington, enquanto o governo Trump manteve a designação.
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