Hegseth reforça postura de Trump contra grupos terroristas e admite ações dos EUA na América Latina
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou a ofensiva contra organizações criminosas na América Latina. Em declaração no Panamá, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que grupos classificados por Washington como terroristas são “alvos legítimos” das forças americanas em operações realizadas em parceria com governos aliados.
A declaração ocorreu durante discussões sobre possíveis ações contra grupos armados na Colômbia, que recentemente aderiu ao Escudo das Américas, coalizão liderada pelos EUA para ampliar a cooperação em inteligência, logística e combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
Segundo Hegseth, organizações consideradas terroristas podem ser alvo de operações americanas em conjunto com países parceiros, incluindo a Colômbia.
PCC e CV entram na estratégia americana
A declaração também chama atenção para o Brasil. Em maio, o governo Trump classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) e Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs).
A medida permite aos Estados Unidos ampliar o bloqueio de ativos e o rastreamento de recursos ligados às facções, além de atingir pessoas e empresas que ofereçam apoio financeiro ou logístico aos grupos.
A classificação não significa que os EUA tenham anunciado uma operação militar no Brasil. No entanto, amplia significativamente os instrumentos disponíveis para Washington combater as facções e suas redes internacionais, incluindo ações financeiras, de inteligência, cibernéticas e, quando houver cooperação com governos parceiros, de segurança.
A postura adotada por Trump demonstra que sua administração pretende tratar o crime organizado transnacional como uma questão de segurança nacional, aumentando a pressão sobre organizações que operam além das fronteiras americanas.
Com PCC e CV incluídos na lista de organizações terroristas, as facções brasileiras passam a enfrentar uma pressão internacional muito maior, especialmente sobre suas redes financeiras e logísticas fora do país.
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