Irã contra-ataca e bombardeia bases dos EUA na Jordânia

Ofensiva iraniana ocorreu depois que os Estados Unidos destruíram lançadores de mísseis do Irã próximos ao Estreito de Ormuz, uma região essencial para o transporte mundial de petróleo
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

Estados Unidos e Irã voltaram a entrar em confronto neste domingo (30). Horas depois de uma operação americana contra equipamentos militares iranianos no Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado mísseis contra duas bases utilizadas pelos Estados Unidos na Jordânia.

Segundo a Guarda Revolucionária, os alvos foram as bases de King Hussein e Al-Azraq. O grupo ligado ao governo iraniano afirmou que a ofensiva provocou mortes e deixou militares e civis feridos. Até o momento, porém, não havia confirmação independente sobre a extensão dos danos.

A Jordânia, por sua vez, informou que interceptou oito mísseis que entraram em seu espaço aéreo. A informação indica que parte dos projéteis foi destruída antes de atingir os alvos.

Por que os Estados Unidos atacaram o Irã?

O ataque americano aconteceu horas antes da ofensiva iraniana. Forças dos Estados Unidos atingiram dois lançadores de mísseis pertencentes à Guarda Revolucionária iraniana, instalados na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz.

Os lançadores são equipamentos usados para disparar mísseis. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, os Estados Unidos buscavam impedir que o Irã utilizasse esses equipamentos para ameaçar navios e rotas marítimas da região.

A Guarda Revolucionária confirmou que seus equipamentos foram atingidos e afirmou que houve mortos e feridos. O grupo não divulgou o número de vítimas.

A ação americana ocorreu poucos dias depois de os Estados Unidos concluírem uma operação para retirar minas marítimas de rotas utilizadas por navios no Estreito de Ormuz.

O que torna o Estreito de Ormuz tão importante?

Para entender o motivo da preocupação dos Estados Unidos, é preciso olhar para o mapa.

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Irã e Omã. Por ali passam navios que transportam grandes quantidades de petróleo e gás produzidos no Oriente Médio para outros países.

Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo passava pela região.

Por isso, uma interrupção no tráfego de navios pode afetar não apenas os países envolvidos no conflito, mas também o preço dos combustíveis e da energia em diferentes partes do mundo.

Navio-tanque também é atingido

Ainda no domingo, um navio-tanque foi atingido por um projétil enquanto se aproximava do Estreito de Ormuz, a cerca de 22 quilômetros ao norte de Khasab, em Omã.

Não houve registro de mortos, feridos ou danos ambientais. A origem do projétil ainda estava sendo investigada.

O episódio aumentou a preocupação com a segurança dos navios que atravessam a região.

Novo risco de escalada

A troca de ataques deste domingo representa uma nova escalada no confronto entre Estados Unidos e Irã, depois de um período de quase um mês sem ataques diretos entre os dois países.

O principal temor agora é que a resposta iraniana provoque novas operações militares americanas ou novos ataques contra instalações dos Estados Unidos no Oriente Médio.

Além da questão militar, o conflito também preocupa o mercado internacional porque qualquer ameaça ao Estreito de Ormuz pode dificultar o transporte de petróleo e gás.

A situação permanece em desenvolvimento, e informações sobre possíveis vítimas e danos às bases americanas ainda dependem de confirmação independente.

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