Ministros do STF que podem decidir o futuro de Moraes aparecem descontraídos ao lado dele em meio à crise

Fotografia registrada após sessão da Corte chama atenção nas redes sociais pelo contraste entre a descontração dos ministros e a gravidade das denúncias que atingem o Supremo
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

Uma fotografia de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Edson Fachin em um momento de descontração chamou atenção nas redes sociais nesta quarta-feira (2), um dia depois da divulgação de informações da Polícia Federal envolvendo mensagens atribuídas a Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A imagem foi registrada em meio à crise que ganhou repercussão dentro e fora do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os ministros aparecem sorrindo e conversando, em um momento de aparente descontração. A cena chama atenção pelo contraste com a tensão que envolve o Supremo e com a possibilidade de o caso ser levado ao Plenário da Corte.

Possível análise pelo Plenário

O ministro André Mendonça defendeu que o caso seja levado ao Plenário do STF, formado pelos 11 ministros da Corte. Os integrantes do tribunal poderão analisar o prosseguimento das apurações a partir dos novos fatos e das conversas atribuídas a Moraes e Vorcaro.

A inclusão do assunto na pauta depende do presidente do STF, Edson Fachin.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade da investigação relacionada às conversas e apresentou questionamentos sobre a forma como a apuração foi conduzida. A manifestação também colocou em discussão a necessidade de o Plenário analisar uma eventual investigação envolvendo Moraes.

Caso pode chegar ao Plenário

Se Fachin colocar o assunto em pauta, os ministros do Supremo poderão votar sobre o prosseguimento da apuração a partir do material apresentado no caso.

A situação coloca o tribunal diante de uma decisão particularmente sensível, já que um dos integrantes da própria Corte está diretamente relacionado aos fatos que poderão ser analisados pelo colegiado.

A fotografia, por sua vez, não permite determinar o assunto da conversa entre os ministros nem antecipar a posição que cada um poderá assumir em uma eventual votação. O registro, no entanto, ganhou ampla repercussão justamente por ter sido feito em um momento de forte tensão institucional.

Agora, a expectativa está na decisão de Fachin sobre a inclusão do assunto na pauta do Plenário e nos próximos passos que serão adotados pelo Supremo.

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