Em ato no Piauí, presidente afirma que o Brasil vai “derrotar” quem tentar interferir nas eleições de 2026
Por Ana Raquel |Gnewsusa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um comício realizado na noite de quarta-feira (9), em Teresina, no Piauí. Em discurso de campanha, Lula afirmou que não aceitará qualquer tentativa de influência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026 e declarou que os americanos serão derrotados caso tentem interferir no processo eleitoral.
“Que não venha os americanos querer influir nas nossas eleições. Se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los, vai derrotar os americanos e vai derrotar quem se meter”, afirmou Lula.
Na sequência, o petista fez uma referência direta ao presidente americano:
“O Trump que se meta no país dele.”
Lula também cita possível “falcatrua” do Tribunal Eleitoral
Além de direcionar críticas a Trump, Lula mencionou a própria Justiça Eleitoral durante o discurso.
“Que não venha o Tribunal Eleitoral querer falcatrua, porque a gente sabe do que eles são capazes”, declarou.
O presidente não deixou claro se a referência era especificamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A fala acrescentou uma segunda frente de críticas ao discurso de Lula: além de apontar uma possível interferência estrangeira, o presidente levantou suspeitas sobre uma eventual atuação irregular da Justiça Eleitoral, sem apresentar, naquele momento, detalhes ou evidências de uma “falcatrua”.
Trump é transformado em alvo do discurso eleitoral
Ao citar Trump nominalmente, Lula transformou o presidente americano em um dos principais alvos de seu discurso no Piauí.
Trump, por sua vez, ocupa posição de destaque entre setores conservadores e de direita no Brasil. A presença de símbolos americanos em manifestações políticas brasileiras também foi criticada por Lula durante o comício.
O presidente chamou de “vira-latas” e “traidores da pátria” brasileiros que, segundo ele, deixam de carregar a bandeira brasileira e utilizam a bandeira dos Estados Unidos em eventos políticos.
“Não queremos ser reféns”, afirma Lula
Antes de atacar diretamente Trump, Lula afirmou que o Brasil não deve ficar subordinado a nenhuma potência estrangeira.
“Porque a gente não quer ser refém de chineses, não quer ser refém de americanos, não quer ser refém de franceses”, declarou.
O presidente defendeu que o Brasil tenha autonomia para tomar suas próprias decisões e afirmou que o país não deve se submeter a interesses externos.
“Um país que tem caráter, um país que tem dignidade, não se vende”, disse Lula durante o discurso.
Confronto ocorre em meio à disputa presidencial
As declarações acontecem durante a preparação para uma eleição presidencial marcada pela forte polarização entre Lula e a oposição.
Levantamentos divulgados nesta semana mostram uma disputa competitiva entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Em diferentes cenários de segundo turno, Flávio aparece tecnicamente empatado ou numericamente à frente de Lula, embora os resultados variem de acordo com o instituto.
Para parte da direita brasileira, o presidente americano representa uma referência internacional de oposição à esquerda e de defesa de pautas conservadoras.
Discurso aumenta tensão entre Brasília e Washington
O embate verbal entre Lula e Trump amplia a dimensão internacional da disputa política brasileira. Ao rejeitar qualquer influência americana e afirmar que os Estados Unidos seriam “derrotados” caso tentassem interferir nas eleições, Lula adotou uma postura de enfrentamento direto ao presidente americano.
Trump tornou-se, assim, uma figura cada vez mais presente no debate político brasileiro, mesmo não sendo candidato à Presidência do Brasil.
No Piauí, Lula deixou sua posição clara: não quer uma eventual participação americana no processo eleitoral brasileiro e fez questão de mandar um recado direto a Trump.
O presidente americano, entretanto, continua sendo uma das principais referências políticas para a direita brasileira, tornando o confronto entre os dois líderes um elemento relevante da disputa eleitoral que se aproxima.
Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD
Leia mais
Copa do Brasil: Grêmio e Palmeiras decidem em casa; veja os mandos de campo das semifinais
Marrocos anuncia final da Copa de 2030; Fifa mantém decisão em aberto

Faça um comentário