Serviço de Imigração prende três imigrantes ilegais da Guatemala após investigação sobre roubo de identidade no Tennessee

O ICE acusa Magdalena Gomez-Garcia, Elias Gomez-Garcia e Eulalia Ordonez-Carmelo de uso fraudulento de identidades roubadas e números de Seguro Social

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Três imigrantes ilegais da Guatemala, incluindo dois com antecedentes criminais, foram presos pelo ICE de Nova Orleans em agosto, em decorrência de uma investigação de roubo de identicidade. A agência federal acusa Magdalena Gomez-Garcia, Elias Gomez-Garcia e Eulalia Ordonez-Carmelo de uso fraudulento de identidades roubadas e números de Seguro Social.

De acordo com informações divulgadas pelo ICE nesta quinta-feira (10), Magdalena teria se apropriado da identidade de uma vítima, que agora reside em Nova York, para conseguir um emprego nos Estados Unidos em fevereiro deste ano.

Como resultado, os sistemas do país atribuíram os salários recebidos por ela à verdadeira titular do número de identificação, obrigando a vítima a entrar em contato várias vezes com as autoridades para que os rendimentos declarados incorretamente fossem removidos de seu cadastro.

O diretor interino do escritório de campo do ICE em Nova Orleans, Scott Ladwing, comentou sobre o caso. “Documentos falsificados e identidades roubadas podem causar danos duradouros às vítimas, aos trabalhadores e às empresas. Parabenizo nossos agentes e parceiros pelo trabalho que realizam para responsabilizar os infratores e proteger nossas comunidades”, disse, sem detalhar a participação dos outros dois guatemaltecos na fraude.

Histórico de abordagens

A agência informou que os três estrangeiros têm um histórico de encontros com o Serviço de Imigração que remonta a 2009.

Elias já foi deportado dos EUA três vezes, nos anos de 2009, 2011 e 2018. Seu histórico criminal inclui várias prisões por infrações de trânsito no Kentucky e na Carolina do Norte.

Magdalena foi abordada pela Patrulha da Fronteira pela primeira vez em 10 de julho de 2018, perto de San Luis, no Arizona. Em 24 de abril de 2019, um juiz de imigração emitiu uma ordem final de deportação à revelia, após ela ser intimada e não comparecer em juízo.

Já Eulalia cruzou a fronteira ilegalmente e foi localizada perto do Vale do Rio Grande em 2022. Ela recebeu uma intimação para comparecer em juízo e foi liberada sob sua própria responsabilidade. Contudo, em 27 de fevereiro de 2023 um juiz determinou sua deportação.

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