Visão muda com a idade e exige mais cuidados depois dos 40 anos para preservar a saúde dos olhos

Mudanças naturais da idade podem afetar a visão, mas consultas regulares ajudam a identificar precocemente problemas que muitas vezes evoluem sem sintomas
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

Cuidar da visão não deve começar apenas quando aparecem dificuldades para enxergar. O acompanhamento oftalmológico ao longo da vida permite identificar alterações que podem passar despercebidas e, a partir dos 40 anos, a atenção tende a aumentar devido às mudanças relacionadas ao envelhecimento dos olhos e ao maior risco de algumas doenças oculares. A frequência das consultas, porém, deve ser definida individualmente pelo oftalmologista, considerando idade, histórico familiar, doenças preexistentes e outros fatores de risco.

Uma das alterações mais comuns nessa fase é a presbiopia, conhecida popularmente como “vista cansada”. Ela ocorre porque o olho perde progressivamente a capacidade de focalizar objetos próximos, tornando mais difícil ler letras pequenas, utilizar o celular ou realizar atividades que exigem visão de perto. Embora seja uma consequência comum do envelhecimento, a dificuldade para enxergar não deve ser automaticamente atribuída apenas à idade.

A consulta oftalmológica também é importante para investigar doenças que podem comprometer a visão de maneira progressiva. O glaucoma, por exemplo, pode provocar perda visual irreversível e precisa ser diagnosticado e acompanhado por um oftalmologista. Segundo o Ministério da Saúde, a doença está relacionada ao aumento da pressão intraocular e pode levar à cegueira quando não é identificada e tratada adequadamente.

Outro ponto de atenção são alterações que surgem de forma repentina. Perda súbita da visão, aparecimento de sombras ou de uma espécie de “cortina” no campo visual, dor ocular intensa, olho vermelho ou mudanças bruscas na qualidade da visão são sinais que exigem avaliação médica rápida. Serviços públicos de saúde classificam a perda súbita da visão e determinadas alterações associadas à dor ou a sombras no campo visual como situações que necessitam de atendimento especializado.

Acompanhamento começa cedo

A saúde ocular não é uma preocupação exclusiva da vida adulta. Avaliações da visão também fazem parte do cuidado com crianças e adolescentes, especialmente quando existem dificuldades para enxergar, alterações no desempenho escolar, dores de cabeça ou histórico familiar de doenças oculares.

Na idade adulta, a periodicidade das consultas deve levar em conta as características de cada pessoa. Quem possui diabetes, histórico familiar de glaucoma, doenças oculares anteriores ou outros fatores de risco pode precisar de avaliações mais frequentes. Por isso, mais importante do que seguir uma regra única é manter um acompanhamento definido por um profissional.

Depois dos 40, portanto, a recomendação é não esperar que a visão piore para procurar ajuda. A avaliação preventiva pode detectar alterações antes que elas provoquem sintomas importantes e permite que o tratamento ou o acompanhamento sejam iniciados no momento adequado.

Em caso de mudança repentina na visão, entretanto, não é necessário esperar pela próxima consulta de rotina: a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

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