Christa Pike segue inconsciente após sobreviver a injeção letal nos EUA

Condenada à morte pelo assassinato de uma jovem de 19 anos, mulher permanece internada em estado grave após sobreviver à execução por injeção letal
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA 

Christa Pike, de 50 anos, continua inconsciente e internada em estado grave após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no estado do Tennessee, nos Estados Unidos.

A execução aconteceu na última quarta-feira, na prisão de Riverbend, em Nashville. Pike recebeu uma dose de pentobarbital, medicamento utilizado no protocolo de execução do estado. Como não morreu após a primeira aplicação, uma segunda dose foi administrada.

Mesmo depois das duas aplicações, porém, Christa Pike continuou viva. Ela foi retirada da unidade prisional e levada para um hospital, onde permanece recebendo tratamento médico.

Segundo informações divulgadas por seus advogados, a mulher está inconsciente e apresenta graves lesões nos braços. A defesa afirma que ela sofreu inchaço, queimaduras e formação de bolhas nas regiões onde foram realizadas as tentativas de acesso intravenoso.

O caso chamou atenção por ser considerado extremamente raro. Embora já tenham ocorrido falhas durante execuções por injeção letal, não havia registro recente de uma pessoa que permanecesse viva após receber duas doses do medicamento previstas no procedimento.

Condenada há quase três décadas

Christa Pike está no corredor da morte há cerca de 30 anos. Ela foi condenada pela morte de Colleen Slemmer, de 19 anos, assassinada em 1995.

Segundo os promotores, Pike e seu então namorado, Tadaryl Shipp, atraíram a jovem para uma região de mata em Knoxville. Slemmer foi agredida e acabou sendo morta. Na época do crime, Pike tinha apenas 18 anos.

A defesa argumenta que a idade de Christa Pike, seu histórico de abusos e problemas de saúde mental deveriam ser considerados no caso.

Após a falha na execução, os advogados da condenada passaram a pedir que a pena de morte seja convertida em prisão perpétua.

Execuções são suspensas no Tennessee

O governador do Tennessee, Bill Lee, determinou uma investigação sobre o que aconteceu durante a execução e suspendeu outras execuções previstas para o estado.

Enquanto as autoridades tentam esclarecer por que o procedimento não resultou na morte de Pike, a condenada permanece hospitalizada e inconsciente.

O episódio também reacendeu o debate sobre a segurança e a eficácia do protocolo de injeção letal utilizado pelo Tennessee.

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