Deputado defende manifestação pacífica em Macapá, questiona postura do presidente do Senado e reforça cobrança por análise de pedidos de impeachment de ministros do STF
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu nesta quinta-feira (5) às críticas feitas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), à manifestação realizada em Macapá. O parlamentar defendeu o direito da população de cobrar seus representantes, classificou o ato como pacífico e questionou a postura do senador diante das reivindicações apresentadas pelos manifestantes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas contestou a maneira como Alcolumbre tratou a mobilização e afirmou que uma cobrança pública não pode ser interpretada como agressão ou ameaça.
“O que não está normal é um deputado sair de Minas Gerais, ir ao Amapá, fazer uma cobrança pública e o presidente do Senado tratar isso como se fosse uma agressão, ofensa ou ameaça”, declarou o deputado reeleito.
Manifestação cobrou providências sobre pedidos de impeachment
A mobilização mencionada ocorreu em 13 de setembro, na Concha do Araxá, em Macapá. Nikolas esteve no local para participar de um ato que pressionava Alcolumbre a dar andamento aos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao rebater as críticas, o deputado ressaltou que a manifestação reuniu pessoas vestidas de verde e amarelo e que o objetivo era expressar insatisfação com a situação política do país.
“Eu fui, sim, ao teu estado. Participei de um evento lindo, pacífico, com pessoas de verde e amarelo”, disse o parlamentar.
Na sequência, destacou o sentimento dos participantes e a expectativa por mudanças.
Segundo Nikolas, os manifestantes estavam “sedentos por uma mudança” e cobravam o andamento dos pedidos de impeachment dos ministros do STF.
Nikolas questiona atuação de Alcolumbre diante dos problemas do Amapá
O deputado também direcionou sua resposta à relação do presidente do Senado com a população do próprio estado. Para Nikolas, a indignação demonstrada por Alcolumbre diante da manifestação deveria ser acompanhada de uma postura igualmente firme em relação aos problemas enfrentados pelos amapaenses.
“Eu nunca vi um discurso seu, Alcolumbre, sobre como você tem deixado o teu estado tão indignado assim”, declarou.
Em outra parte da gravação, reforçou a cobrança:
“Você acha normal ficar indignado com uma manifestação desse povo, mas nunca ter ficado indignado dessa forma com a situação desse próprio povo?”
A resposta colocou em evidência o direito de manifestação e a cobrança por representatividade política, especialmente quando cidadãos buscam respostas de autoridades que ocupam cargos de responsabilidade nacional.
Disputa pela presidência do Senado em 2027
Além da manifestação, Nikolas também defendeu mudanças no comando do Senado a partir de fevereiro de 2027, período em que a Casa deverá escolher seu próximo presidente.
Alcolumbre pretende disputar a reeleição, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN) articula uma candidatura pela oposição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também mantém seu nome na disputa.
Ao encerrar sua resposta, Nikolas reafirmou que não precisa de autorização de um senador para visitar seu estado e cobrar explicações sobre sua atuação política.
“Eu jamais vou pedir licença nenhuma a senador para entrar no estado dele. Muito menos para poder cobrar explicações sobre o trabalho dele. Afinal, quem estava lá cobrando era o povo”, afirmou Nikolas. “O Amapá acordou.”
Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD
Leia mais
Banco paraguaio administrava US$ 850 milhões em dinheiro público
PF apreende sete fuzis em investigação sobre esquema ilegal de armas no RJ
Presidente do Paraguai renuncia ao cargo em meio a grave crise bancária

Faça um comentário