Presidente da Suprema Corte da Bolívia foge do país após investigação por suspeita de tráfico de drogas

Romer Saucedo, de 38 anos, nega as acusações, denuncia perseguição política e afirma que pretende retornar à Bolívia quando tiver garantias de segurança para ele e sua família
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

O presidente da Suprema Corte da Bolívia, Romer Saucedo, de 38 anos, afirmou ter deixado o país em meio a investigações por suspeita de envolvimento com o narcotráfico. O magistrado diz ser alvo de perseguição política e afirma temer pela própria vida e pela segurança de sua família. As autoridades, porém, ainda não confirmaram oficialmente sua saída do território boliviano, e seu paradeiro permanece desconhecido.

A investigação criminal contra Saucedo envolve suspeitas de tráfico de substâncias controladas e associação criminosa. Segundo informações divulgadas por autoridades bolivianas, há indícios que justificaram a emissão de uma ordem de prisão. O Ministério Público também pretende solicitar à Interpol a inclusão do magistrado na lista de alerta vermelho, mecanismo utilizado para auxiliar na localização de pessoas procuradas internacionalmente.

Em sua manifestação nas redes sociais, Saucedo descreveu a saída como a decisão mais difícil de sua vida. O juiz declarou que poderá contribuir mais com o país estando no exterior do que correndo o risco de ser preso ou morto.

“Contarei ao mundo que no meu país é pecado questionar o poder político e que se assassinam magistrados com total impunidade e cumplicidade das esferas do Poder”, escreveu.

Investigações também atingem familiares

Outro desdobramento do caso envolve a irmã do magistrado, Ana Gabriela Saucedo, que também seria alvo de um mandado de prisão, conforme informações divulgadas sobre a investigação.

A respeito das acusações, o magistrado rejeita as versões apresentadas contra ele e classifica as denúncias como “narrativas baseadas em mentiras”. Saucedo sustenta que está sendo perseguido por questionar interesses políticos e afirma que não pretende abandonar o cargo.

A ordem de prisão contra o presidente do Tribunal Supremo de Justiça foi mencionada pelas autoridades no contexto de duas investigações criminais. As informações divulgadas apontam datas diferentes para sua emissão: enquanto o Ministério Público mencionou 4 de novembro, informações sobre o procedimento indicaram que o mandado teria sido expedido no dia 3.

O procurador-geral interino, José Armando Urioste, afirmou que as apurações continuam sob sigilo e contam com depoimentos de testemunhas protegidas. Até o momento, não foram apresentados publicamente detalhes suficientes para esclarecer qual seria a participação específica do magistrado nos crimes investigados.

Paradeiro desconhecido e suspeita de saída por terra

Embora Saucedo tenha anunciado que deixou a Bolívia, os registros migratórios não confirmam a saída. Segundo Urioste, os dados oficiais mostram que o magistrado entrou no país em 3 de novembro, mas não apresentam registro de uma viagem internacional posterior.

Uma das hipóteses consideradas pelas autoridades é que ele tenha atravessado a fronteira por via terrestre. A localização do presidente do tribunal, entretanto, ainda não foi oficialmente estabelecida.

Magistrado menciona assassinato de outro juiz

Ao justificar o temor de permanecer no país, Saucedo citou o assassinato de Víctor Hugo Claure, integrante do Tribunal Agroambiental, morto a tiros em Santa Cruz em 30 de abril de 2026.

O episódio foi mencionado pelo presidente do Supremo como exemplo dos riscos que, segundo ele, enfrentam integrantes do Judiciário quando entram em conflito com interesses políticos. A morte de Claure também continua sob investigação.

“Mataram-no porque afetou interesses de corruptos e são cúmplices aqueles que até hoje encobrem esse fato. Não quero que me aconteça o mesmo, por isso prefiro ir-me embora“, declarou Saucedo.

Suprema Corte estabelece prazo para retorno

Com a ausência do presidente, o Tribunal Supremo de Justiça decidiu aguardar seis dias por seu retorno antes de definir uma eventual substituição. Durante esse período, a decana Rosmery Ruiz ficará responsável pelas funções da presidência.

Caso Saucedo não se apresente dentro do prazo, poderá perder a posição. O magistrado, por sua vez, rejeita a possibilidade de renunciar e afirma que pretende reassumir suas funções quando considerar que existem condições de segurança.

“Retornarei quando as condições tiverem mudado, quando a minha liberdade e a minha vida deixarem de estar em perigo, e não só a minha, mas a da minha mulher e dos meus filhos”, afirmou.

Governo de Rodrigo Paz também se manifesta

O presidente boliviano Rodrigo Paz, de centro-direita, comentou o episódio durante um encontro empresarial realizado na Espanha, em 4 de novembro. Segundo ele, a saída de Saucedo ocorre em meio a acusações e investigações que atingem integrantes do sistema judiciário do país.

O vice-ministro do Interior, Peter Maldonado, também relacionou o episódio às apurações envolvendo o ex-procurador-geral Roger Mariaca, preso sob suspeita de participação em atividades relacionadas ao narcotráfico.

“Muitos dos cúmplices de Mariaca e da criminalidade estão fugindo”, declarou Maldonado.

O caso de Mariaca ganhou repercussão depois que os Estados Unidos cancelaram os vistos dele e de outros funcionários e empresários de países sul-americanos. O governo norte-americano acusa o ex-procurador de receber subornos para facilitar o tráfico de drogas e ajudar criminosos violentos a escapar da Justiça.

Saucedo assumiu a presidência do Tribunal Supremo de Justiça em janeiro de 2025. Durante sua gestão, apoiou iniciativas do governo Paz voltadas à transparência das instituições. Também reconheceu ter amizade com Nadia Beller, ex-candidata ao Congresso que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em agosto e acusou um ex-assessor presidencial de envolvimento no ataque.

Até o momento, permanecem sem esclarecimento o paradeiro de Saucedo, sua eventual saída formal do território boliviano e os detalhes de sua participação nas investigações. O magistrado nega as acusações, denuncia perseguição política e mantém a intenção declarada de retornar ao país.

### Presidente da Suprema Corte da Bolívia afirma ter fugido do país em meio a investigação por narcotráfico

Romer Saucedo nega as acusações, denuncia perseguição política e diz que não pretende renunciar ao comando do Tribunal Supremo de Justiça; autoridades investigam possível ligação com o tráfico de drogas

O presidente da Suprema Corte da Bolívia, Romer Saucedo, de 38 anos, afirmou ter deixado o país em meio a investigações por suspeita de envolvimento com o narcotráfico. O magistrado diz ser alvo de perseguição política e afirma temer pela própria vida e pela segurança de sua família. As autoridades, porém, ainda não confirmaram oficialmente sua saída do território boliviano, e seu paradeiro permanece desconhecido.

A investigação criminal contra Saucedo envolve suspeitas de tráfico de substâncias controladas e associação criminosa. Segundo informações divulgadas por autoridades bolivianas, há indícios que justificaram a emissão de uma ordem de prisão. O Ministério Público também pretende solicitar à Interpol a inclusão do magistrado na lista de alerta vermelho, mecanismo utilizado para auxiliar na localização de pessoas procuradas internacionalmente.

Em sua manifestação nas redes sociais, Saucedo descreveu a saída como a decisão mais difícil de sua vida. O juiz declarou que poderá contribuir mais com o país estando no exterior do que correndo o risco de ser preso ou morto.

“Contarei ao mundo que no meu país é pecado questionar o poder político e que se assassinam magistrados com total impunidade e cumplicidade das esferas do Poder”, escreveu.

**Investigações também atingem familiares**

Outro desdobramento do caso envolve a irmã do magistrado, Ana Gabriela Saucedo, que também seria alvo de um mandado de prisão, conforme informações divulgadas sobre a investigação.

A respeito das acusações, o magistrado rejeita as versões apresentadas contra ele e classifica as denúncias como “narrativas baseadas em mentiras”. Saucedo sustenta que está sendo perseguido por questionar interesses políticos e afirma que não pretende abandonar o cargo.

A ordem de prisão contra o presidente do Tribunal Supremo de Justiça foi mencionada pelas autoridades no contexto de duas investigações criminais. As informações divulgadas apontam datas diferentes para sua emissão: enquanto o Ministério Público mencionou 4 de novembro, informações sobre o procedimento indicaram que o mandado teria sido expedido no dia 3.

O procurador-geral interino, José Armando Urioste, afirmou que as apurações continuam sob sigilo e contam com depoimentos de testemunhas protegidas. Até o momento, não foram apresentados publicamente detalhes suficientes para esclarecer qual seria a participação específica do magistrado nos crimes investigados.

**Paradeiro desconhecido e suspeita de saída por terra**

Embora Saucedo tenha anunciado que deixou a Bolívia, os registros migratórios não confirmam a saída. Segundo Urioste, os dados oficiais mostram que o magistrado entrou no país em 3 de novembro, mas não apresentam registro de uma viagem internacional posterior.

Uma das hipóteses consideradas pelas autoridades é que ele tenha atravessado a fronteira por via terrestre. A localização do presidente do tribunal, entretanto, ainda não foi oficialmente estabelecida.

**Magistrado menciona assassinato de outro juiz**

Ao justificar o temor de permanecer no país, Saucedo citou o assassinato de Víctor Hugo Claure, integrante do Tribunal Agroambiental, morto a tiros em Santa Cruz em 30 de abril de 2026.

O episódio foi mencionado pelo presidente do Supremo como exemplo dos riscos que, segundo ele, enfrentam integrantes do Judiciário quando entram em conflito com interesses políticos. A morte de Claure também continua sob investigação.

“Mataram-no porque afetou interesses de corruptos e são cúmplices aqueles que até hoje encobrem esse fato. Não quero que me aconteça o mesmo, por isso prefiro ir-me embora”, declarou Saucedo.

**Suprema Corte estabelece prazo para retorno**

Com a ausência do presidente, o Tribunal Supremo de Justiça decidiu aguardar seis dias por seu retorno antes de definir uma eventual substituição. Durante esse período, a decana Rosmery Ruiz ficará responsável pelas funções da presidência.

Caso Saucedo não se apresente dentro do prazo, poderá perder a posição. O magistrado, por sua vez, rejeita a possibilidade de renunciar e afirma que pretende reassumir suas funções quando considerar que existem condições de segurança.

“Retornarei quando as condições tiverem mudado, quando a minha liberdade e a minha vida deixarem de estar em perigo, e não só a minha, mas a da minha mulher e dos meus filhos”, afirmou.

**Governo de Rodrigo Paz também se manifesta**

O presidente boliviano Rodrigo Paz, de centro-direita, comentou o episódio durante um encontro empresarial realizado na Espanha, em 4 de novembro. Segundo ele, a saída de Saucedo ocorre em meio a acusações e investigações que atingem integrantes do sistema judiciário do país.

O vice-ministro do Interior, Peter Maldonado, também relacionou o episódio às apurações envolvendo o ex-procurador-geral Roger Mariaca, preso sob suspeita de participação em atividades relacionadas ao narcotráfico.

“Muitos dos cúmplices de Mariaca e da criminalidade estão fugindo”, declarou Maldonado.

O caso de Mariaca ganhou repercussão depois que os Estados Unidos cancelaram os vistos dele e de outros funcionários e empresários de países sul-americanos. O governo norte-americano acusa o ex-procurador de receber subornos para facilitar o tráfico de drogas e ajudar criminosos violentos a escapar da Justiça.

Saucedo assumiu a presidência do Tribunal Supremo de Justiça em janeiro de 2025. Durante sua gestão, apoiou iniciativas do governo Paz voltadas à transparência das instituições. Também reconheceu ter amizade com Nadia Beller, ex-candidata ao Congresso que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em agosto e acusou um ex-assessor presidencial de envolvimento no ataque.

Até o momento, permanecem sem esclarecimento o paradeiro de Saucedo, sua eventual saída formal do território boliviano e os detalhes de sua participação nas investigações. O magistrado nega as acusações, denuncia perseguição política e mantém a intenção declarada de retornar ao país.

Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD

Leia mais 

Morte de bebê por sarampo nos Estados Unidos acende alerta sobre queda da vacinação e risco para crianças

TSE aceita ação do Novo que pede cassação da chapa de Lula e Alckmin

Reino Unido prepara tecnologia de reconhecimento facial para combater imigração ilegal

 

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*