
Iniciativa busca respeitar tradições e promover sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis nas comunidades indígenas brasileiras.
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
Em uma ação conjunta para promover a segurança alimentar e nutricional dos povos indígenas, os ministros da Saúde, Nísia Trindade, dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, assinaram um acordo de cooperação técnica nesta quarta-feira (6), em Brasília. A iniciativa tem como objetivo fortalecer os sistemas alimentares indígenas em todo o Brasil, respeitando suas tradições culturais e garantindo uma alimentação mais saudável e sustentável. O ato contou também com representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Respeito às Tradições e Saúde
O acordo prevê a implementação de sistemas alimentares que respeitam as tradições e culturas dos povos indígenas, atendendo suas necessidades específicas em segurança alimentar. O Ministério da Saúde liderará a criação de um Plano de Trabalho e coordenará ações de monitoramento e avaliação para garantir que as políticas alimentares reflitam a diversidade cultural e promovam uma alimentação sustentável. Além disso, a pasta oferecerá apoio aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) e a outras unidades de saúde.
O ministro Wellington Dias destacou que a ação se propõe a ir além das medidas emergenciais adotadas durante a crise dos povos Yanomami: “A situação enfrentada pelos povos Yanomami foi um momento crítico, que exigiu uma resposta imediata. No entanto, o que estamos anunciando hoje abre um caminho para a implementação de ferramentas e condições que vão garantir o planejamento eficaz e o cuidado contínuo dessas comunidades”, afirmou.
Para a ministra Sônia Guajajara, a implementação dos sistemas alimentares indígenas contribui não apenas para a segurança alimentar, mas também para a preservação dos conhecimentos tradicionais. “Com a implantação dos sistemas alimentares, asseguramos a segurança alimentar, protegemos o meio ambiente, fortalecemos o solo e prevenimos doenças e a desnutrição”, ressaltou Guajajara.
Fases do Projeto
O projeto, com duração de 36 meses, será desenvolvido em três fases. A primeira etapa consiste em construir e validar uma matriz diagnóstica para avaliação dos sistemas alimentares indígenas. A segunda fase envolve a criação de uma metodologia de formação e de um kit didático para capacitar multiplicadores. Na última fase, a matriz e os planos intersetoriais serão implementados em dez comunidades indígenas.
Este acordo representa um marco na promoção de políticas públicas que buscam melhorar a qualidade de vida e proteger a cultura indígena, mostrando o compromisso do governo com a segurança alimentar, saúde e respeito às tradições dos povos originários do Brasil.
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