Advogada é presa após criticar arquivamento de boletim de ocorrência em Goiás

Caso envolve prisão dentro do escritório da profissional após publicação em redes sociais sobre decisão de delegado que arquivou denúncia de difamação por falta de efetivo policial
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha, da cidade de Cocalzinho de Goiás, foi presa na última quarta-feira (15) após se manifestar nas redes sociais sobre o arquivamento de um boletim de ocorrência que ela mesma havia registrado na delegacia do município.

Segundo informações apuradas, Áricka havia registrado a ocorrência após alegar ter sido vítima de ofensas. No entanto, o procedimento foi arquivado pela autoridade policial sob a justificativa de ausência de elementos para prosseguimento e limitações operacionais, incluindo falta de efetivo para dar andamento ao caso.

Inconformada com a decisão, a advogada publicou conteúdos em suas redes sociais relatando o arquivamento e criticando a condução do caso. Após a divulgação, o delegado responsável entendeu que a manifestação teria ultrapassado os limites da crítica, configurando, segundo ele, possíveis crimes como difamação, desacato e desobediência.

Diante disso, foi determinada a prisão da profissional, que ocorreu dentro do próprio ambiente de trabalho. O caso ganhou grande repercussão após imagens da ação circularem nas redes sociais, gerando debate sobre a atuação policial e os limites da liberdade de expressão.

Áricka foi conduzida à delegacia e permaneceu detida por algumas horas, sendo posteriormente liberada mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil.

O episódio também repercutiu entre entidades da advocacia, que passaram a acompanhar o caso e questionar a medida adotada. O fato reacendeu discussões sobre o equilíbrio entre manifestações públicas, prerrogativas profissionais e a atuação das autoridades policiais em situações de conflito institucional.

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