Sete profissionais de saúde são acusados de homicídio culposo; novo processo ocorre após anulação do julgamento anterior
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
A Justiça argentina iniciou nesta terça-feira um novo julgamento para apurar possível negligência médica na morte de Diego Maradona, ocorrida em 2020.
Sete integrantes da equipe responsável pelo atendimento do ex-jogador respondem por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O processo ocorre em San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires, e deve ouvir cerca de 100 testemunhas ao longo das audiências. Os profissionais acusados negam irregularidades no atendimento prestado ao ídolo argentino.
Entre os réus estão a psiquiatra Agustina Cosachov, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a médica Nancy Edith Forlini, além dos enfermeiros Ricardo Almirón e Mariano Ariel Perroni, e do médico Pedro Pablo Di Spagna.
O novo julgamento ocorre após a anulação do processo anterior, em março do ano passado, quando a juíza Julieta Makintach deixou o caso após violar normas judiciais ao participar de entrevistas para um documentário dentro do tribunal.
Relembre o caso
Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol, Diego Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua residência, onde se recuperava de uma cirurgia no cérebro para retirada de um coágulo sanguíneo.
A morte gerou forte comoção mundial e levantou suspeitas sobre as condições do acompanhamento médico domiciliar. Investigações apontaram possíveis falhas na assistência, como ausência de monitoramento adequado e demora no atendimento de emergência, o que levou à denúncia dos profissionais por negligência.
Desde então, o caso se tornou um dos mais emblemáticos da Argentina, envolvendo debates sobre responsabilidade médica e os cuidados prestados ao ex-camisa 10 nos seus últimos dias de vida.
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