Desde 2025 o governo americano cobra uma fiança de cidadãos oriundos de países com altas taxas de permanência ilegal nos EUA
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Cidadãos oriundos de países sinalizados por altas taxas de permanência ilegal nos EUA após o vencimento do visto, não precisarão pagar fianças caras para entrar no país durante a Copa do Mundo se tiverem adquirido ingressos da competição. A dispensa da cobrança foi anunciada pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (13).
O governo Trump começou a exigir em 2025 que visitantes de alguns países pagassem cauções de até US$ 15 mil para a obtenção do visto de turista. A justificativa para o alto depósito é evitar a permanência ilegal após o vencimento do visto. O dinheiro é devolvido depois do cumprimento de todas as regras migratórias.
Atualmente 50 países estão sujeitos à cobrança da fiança, entre eles, Camboja, Nicarágua, Etiópia, Granada, Geórgia, Lesoto, Maurício, Moçambique, Mongólia, Tunísia, Papua Nova Guiné, Costa do Marfim e o arquipélago de Seychelles.
A principal autoridade da divisão de assuntos consulares do Departamento de Estado, Mora Namdar, explicou que os Estados Unidos dispensaram a exigência de fiança para torcedores com ingressos da copa já cadastrados em um sistema especial, com objetivo de agilizar o processamento de seus vistos.
“Continuamos empenhados em fortalecer as prioridades de segurança nacional dos EUA, ao mesmo tempo que facilitamos viagens legítimas para o próximo torneio da Copa do Mundo”, afirmou.
Copa do Mundo 2026
Pela primeira a Copa do Mundo será realizada em três países: México, Estados Unidos e Canadá. O evento esportivo ocorre entre os meses de junho e julho, envolvendo 48 seleções em 104 jogos. A maioria das partidas será nos EUA, incluindo a final, que acontecerá no MedLife Stadium, em Nova Jersey.
LEIA TAMBÉM:
PF prende pai de Daniel Vorcaro em operação que mira esquema bilionário
Canadá acelera residência permanente e abre novas portas para trabalhadores estrangeiros
Justiça anula condenação de Alex Murdaugh e determina novo julgamento nos EUA

Faça um comentário