Por conta do crime, praticado em 16 de setembro de 2015, ele foi considerado inelegível para benefícios de imigração nos EUA
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) comunicou nesta quinta-feira (7) a deportação de Zakaria Songotoua, condenado por tentativa de golpe de estado em Burkina Faso, país localizado na África Ocidental. Por conta do crime, praticado em 16 de setembro de 2015, ele foi considerado inelegível para benefícios de imigração nos EUA e recebeu uma ordem final de deportação.
Na tentativa de golpe, um grupo dissidente de membros do Regimento de Segurança Presidencial (RSP) manteve o presidente interino e o primeiro-ministro de Burkina Faso como reféns, além de atirar em manifestantes, matando cerca de 11 pessoas e ferindo mais de 100.
Songotoua, que integrava o RSP, é acusado de ter participado desse motim. Ele fugiu de Burkina Faso antes do julgamento, mas foi condenado à revelia por homicídio e atentado contra a segurança do Estado, sendo sentenciado a 30 anos de prisão.
“O papel de Songotoua na violenta tentativa de derrubar o governo de Burkina Faso em 2015, que incluiu manter um líder nacional como refém e matar e ferir manifestantes, reflete um grave desrespeito pela vida humana e pelo Estado de Direito”, comentou Kenneth Genalo, diretor de Escritório das Operações de Execução e Remoção do ICE na cidade de Nova York.
Ele acrescenta que “indivíduos que se envolvem em tal derramamento de sangue em qualquer lugar do mundo não têm lugar nos Estados Unidos”. O diretor ressalta que “o Escritório de Operações de Execução e Remoção de Nova York, com o apoio essencial da Divisão de Investigações de Segurança Interna de Nova York e do Centro de Violadores de Direitos Humanos e Crimes de Guerra, continuará a identificar e remover violadores de direitos humanos que tentam buscar refúgio” no país.
O caso de Songotoua foi investigado pela Força-Tarefa de Fraudes Documentais e de Benefícios da HSI de Nova York, com apoio do Centro de Violadores de Direitos Humanos e Crimes de Guerra, criado em 2008 com objetivo de auxiliar o governo em seus esforços para identificar, localizar e processar violadores de direitos humanos nos Estados Unidos. Entre os alvos estão suspeitos de participação em crimes de guerra, perseguição, genocídio, tortura, execuções extrajudiciais, mutilação genital feminina e uso ou recrutamento de crianças-soldado.
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