Trump confirma acordo histórico com o Irã: “O acordo está todo assinado”

Memorando foi assinado por Trump, JD Vance e o presidente do Parlamento iraniano; Ormuz começa a ser reaberto

Por Ana Raquel|GNEWSUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15) que o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã já está totalmente assinado e representa um avanço decisivo nas negociações entre os dois países.

Segundo Trump, o memorando de entendimento representa um passo decisivo para encerrar meses de tensões e confrontos que vinham preocupando a comunidade internacional e afetando o mercado global de energia.

“Sim, está assinado. O acordo está todo assinado e o estreito já está parcialmente aberto, como você sabe. Eles estão fazendo uma pequena busca por algumas minas que já encontraram. Mas, essencialmente, os navios estão começando a sair agora. Na sexta-feira, estará completamente aberto. Nos demos muito bem com o Irã”, afirmou o presidente americano.

O acordo prevê a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. A passagem é responsável por uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo e gás natural. Durante o período de conflito, o estreito enfrentou restrições e preocupações relacionadas à segurança da navegação.

De acordo com Trump, equipes especializadas estão trabalhando na remoção de minas marítimas encontradas na região. Mesmo assim, o tráfego de embarcações comerciais já começou a ser retomado.

Questionado sobre quando os detalhes completos do entendimento serão divulgados, o presidente respondeu:

“Provavelmente em breve. Eu diria que depois de algum tempo depois de sexta-feira. Acho que em algum momento no futuro muito próximo.”

Informações divulgadas por autoridades americanas apontam que o memorando foi assinado virtualmente por Donald Trump, pelo vice-presidente JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. A cerimônia oficial de assinatura está prevista para acontecer na próxima sexta-feira, dia 19 de junho.

Fim das hostilidades

O anúncio ocorre após intensas negociações diplomáticas realizadas nos últimos dias. No domingo (14), Trump já havia informado que um acordo de paz havia sido alcançado entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também confirmou o entendimento e afirmou que as partes concordaram com a interrupção imediata das operações militares.

Segundo as declarações divulgadas, o acordo estabelece um cessar-fogo permanente e o encerramento das ações militares em todas as frentes relacionadas ao conflito.

Impacto global

A reabertura do Estreito de Ormuz é considerada um dos pontos mais importantes do acordo. A região é vista como uma artéria vital para o comércio internacional de energia, sendo utilizada diariamente por petroleiros que abastecem diversos países.

Com a retomada da navegação, a expectativa é de redução das tensões nos mercados internacionais e maior estabilidade nos preços do petróleo, que sofreram oscilações significativas durante o período de conflito.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump comemorou o resultado das negociações e destacou a reabertura da rota marítima.

“Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!”, escreveu.

Vitória diplomática para Trump

O entendimento é apontado por analistas como uma das maiores conquistas diplomáticas do atual governo Trump. Além de reduzir os riscos de uma escalada militar no Oriente Médio, o acordo pode trazer reflexos positivos para a economia global e para a segurança energética de diversos países.

Apesar do clima de otimismo, ainda existem pontos que deverão ser discutidos nas próximas semanas, incluindo mecanismos de fiscalização, garantias de cumprimento do acordo e questões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

A expectativa agora é que a cerimônia oficial marcada para sexta-feira consolide o compromisso firmado entre os dois países e inaugure uma nova fase nas relações entre Washington e Teerã.

Caso seja plenamente implementado, o acordo poderá encerrar um dos períodos mais tensos dos últimos anos no Oriente Médio e representar uma importante vitória política para o presidente Donald Trump no cenário internacional.

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