O movimento anti-imigração promete marchar todas as quintas-feiras para pressionar o governo a adotar uma postura mais rigorosa em relação aos imigrantes
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Mais de 3 mil soldados estão sendo mobilizados pelo governo da África do Sul para reforçar a segurança no país durante protestos contra imigrantes, que os organizadores prometem realizar semanalmente. A informação consta em uma carta assinada pelo presidente Cyril Ramaphosa, divulgada ontem.
Uma mobilização realizada na última terça-feira (30) reuniu centenas de manifestantes em diversas cidades, com alguns protestos marcados pela violência. Agora o movimento anti-imigração promete marchar todas as quintas-feiras para pressionar o governo a adotar uma postura mais rigorosa em relação aos imigrantes.
Em carta enviada ao presidente do parlamento, Ramaphosa informa que o destacamento de 3.405 membros das Forças de Defesa Nacionais da África do Sul (SANDF) começou no dia 28 de junho, com custo de 54,8 milhões de rands, cerca de 3,37 milhões de dólares. “Os membros da SANDF estarão de prontidão para qualquer eventualidade”, diz a carta publicada pelo parlamento.
Mais de 900 prisões
Durante os protestos realizados essa semana, a polícia prendeu mais de 900 pessoas por crimes como violência pública, violações das leis de imigração, abrigo a imigrantes ilegais e roubo. Uma área central de Joanesburgo, onde muitos imigrantes residem, recebeu reforço de militares.
As manifestações aconteceram após meses de agitação, com estrangeiros sendo expulsos de suas casas e tendo seus negócios e propriedades vandalizados. Os participantes dos protestos alegam que os estrangeiros roubam empregos, pressionam os serviços públicos e aumentam a criminalidade. Para cientistas sociais, essas alegações precisam de provas.
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