Número foi revelado pela instituição após três operações de resgate na costa do continente africano entre os dias 14 e 18 de julho
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
A ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, comunicou nesta terça-feira (21) que 144 pessoas morreram na costa da Mauritânia durante tentativas de chegar à Europa pelo oceano Atlântico. As vítimas tinham saído de países da África Ocidental em barcos.
O número foi revelado pela instituição após três operações de resgate na costa do continente africano entre os dias 14 e 18 de julho. A agência da ONU pediu maior acesso à educação e oportunidades de emprego para que as pessoas não sejam obrigadas a migrar para os países europeus.
Segundo a ACNUR, 143 pessoas morreram em uma única embarcação que saiu de Bufaloto, na Gâmbia, numa tentativa de chegar à Espanha. Apenas 38 pessoas sobreviveram depois de 25 dias à deriva no Atlântico. Entre os sobreviventes resgatados no último sábado (18) estavam duas crianças que perderam todos os seus familiares durante a viagem. Outra morte foi relatada em um barco que chegou à costa da Mauritânia no dia 14 de julho.
“Este é um lembrete contundente de que, apesar dos esforços contínuos das autoridades costeiras e dos parceiros humanitários para salvar vidas, a rota atlântica da África Ocidental em direção às Ilhas Canárias continua sendo um dos corredores de deslocamento misto mais mortais do mundo, devido às longas distâncias, às condições oceânicas imprevisíveis, às embarcações superlotadas e em condições precárias de navegabilidade e ao acesso limitado a resgates em tempo hábil”, destaca a ACNUR.
Mesmo com uma redução de 61% no número de chegadas de refugiados ao arquipélago espanhol em relação a 2025, a agência da ONU ressalta que os incidentes evidenciam os riscos persistentes enfrentados por refugiados e migrantes que tentam chegar à Europa pela perigosa rota marítima.
A ACNUR e seus parceiros têm alertado repetidamente que as mortes e os desaparecimentos no mar continuam em níveis alarmantes, com muitos “muitos incidentes ocorrendo longe dos holofotes e frequentemente resultando no desaparecimento de embarcações inteiras”.
Diante dessa situação, os resgates na Mauritânia demonstram que é necessário um maior esforço conjunto para abordar as causas profundas que levam refugiados e migrantes a buscar essas jornadas perigosas.
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