Manifestantes estão entre as cerca de 5 mil a 8 mil pessoas que permaneceram em Ceuta após a travessia em massa da fronteira entre o fim de julho e início de agosto
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Imigrantes marroquinos que entraram recentemente no enclave espanhol de Ceuta realizaram um protesto em uma praia urbana da cidade autônoma neste domingo (16), pedindo asilo às autoridades da Espanha. Eles não querem retornar ao Marrocos.
Os manifestantes estão entre as cerca de 5 mil a 8 mil pessoas que permaneceram em Ceuta após a travessia em massa da fronteira entre o fim de julho e início de agosto. Mais de 72 mil pessoas invadiram o pequeno território espanhol com aproximadamente 80 mil habitantes.
Alguns migrantes retornaram voluntariamente ao Marrocos nos dias seguintes, mas milhares continuaram em Ceuta. Até ontem a maioria estava vivendo em condições precárias na praia de El Trampolin e nos arredores da cidade, aguardando oportunidade seguir viagem para a Europa.
Um dos migrantes, Ayoub Elarroud, de Tetouan, Marrocos, reclamou das condições precárias em que os marroquinos se encontram. “Estamos dormindo perto do mar, com frio e mau cheiro. Estamos sofrendo muito”, disse.
Entretanto, apesar de todo o desconforto, ele e os outros imigrantes não querem voltar ao Marrocos, onde não encontram esperança para o futuro.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, declarou no início da semana passada que os imigrantes que entraram ilegalmente no enclave não teriam permissão para permanecer, viajar para a Espanha continental ou obter o status legal, exceto em casos de extrema vulnerabilidade.
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