Migrante morre ao tentar chegar a Ceuta usando parapente

Jovem de origem subsaariana partiu das montanhas do Marrocos, perdeu o controle do equipamento e caiu no mar antes de alcançar o território espanhol

Por Chico Gomes | GNEWSUSA 

Um jovem migrante de origem subsaariana morreu na manhã da última sexta-feira (7) ao tentar entrar em Ceuta, cidade autônoma espanhola localizada no norte da África, utilizando um parapente. Ele havia partido da região montanhosa de Benzú, no Marrocos, mas caiu no mar pouco antes de conseguir chegar ao destino.

Segundo informações da Guarda Civil espanhola, o incidente aconteceu por volta das 8h. Os agentes identificaram o jovem sobrevoando a região em direção à baía norte de Ceuta. A suspeita inicial é de que ele pretendia pousar em uma área próxima à fronteira, mas perdeu o controle do parapente durante a aproximação e acabou caindo na água.

As equipes da Guarda Civil foram acionadas imediatamente e seguiram até o local na tentativa de encontrar o migrante com vida. No entanto, quando chegaram, o jovem já estava morto. O corpo foi retirado do mar e encaminhado para as instalações do Serviço Marítimo da Guarda Civil.

A identidade da vítima não foi divulgada pelas autoridades. Este é, segundo a Guarda Civil, o primeiro caso de morte registrado entre migrantes que tentaram entrar em Ceuta utilizando parapente.

As autoridades espanholas afirmam que tentativas de entrada por esse meio vêm sendo registradas de forma isolada desde o ano passado. Também foram registrados outros acidentes, principalmente relacionados à pouca experiência dos migrantes com esse tipo de equipamento.

Ceuta enfrenta forte pressão migratória

A morte ocorre em meio a uma situação migratória delicada em Ceuta. A cidade, que possui cerca de 85 mil habitantes, recebeu a chegada de dezenas de milhares de migrantes no fim de julho, provocando forte pressão sobre o sistema local de acolhimento.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades espanholas, entre 3 mil e 6 mil migrantes ainda permaneciam no território até esta semana. Além disso, havia 1.342 menores migrantes registrados na cidade, muitos deles desacompanhados.

O episódio evidencia os riscos enfrentados por pessoas que tentam chegar ao território europeu por rotas alternativas e métodos cada vez mais perigosos, em meio ao agravamento da crise migratória na região.

O caso volta a chamar atenção para os perigos enfrentados por migrantes que recorrem a rotas cada vez mais arriscadas na tentativa de alcançar território europeu. A busca por uma vida com mais segurança e oportunidades acaba, em situações como essa, terminando em tragédia, evidenciando o alto custo humano da crise migratória que persiste na região.

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