Mobilização ganha força em meio às novas revelações da PF no caso Banco Master
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Um abaixo-assinado on-line em apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ultrapassou, segundo o contador divulgado pela própria plataforma, a marca de 500 mil adesões nesta quarta-feira (16). Até a tarde, o número informado pelo site passava de 511 mil assinaturas, enquanto a meta estabelecida pelos organizadores é chegar a 1 milhão de apoiadores.
A mobilização ocorre em meio ao aumento das tensões dentro do Supremo relacionadas às investigações do caso Banco Master, que envolvem documentos obtidos pela Polícia Federal (PF), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e diferentes ministros da Corte.
De acordo com o texto da iniciativa, os participantes manifestam apoio a Mendonça e defendem princípios como a independência do Poder Judiciário, o Estado Democrático de Direito e o respeito às instituições previstas na Constituição. A plataforma apresenta o movimento como uma manifestação cidadã e afirma que as adesões são voluntárias e identificadas.
Segundo os números divulgados pela própria plataforma, São Paulo concentra mais de 153 mil assinaturas. Na sequência aparecem o Rio de Janeiro, com cerca de 63 mil, e Minas Gerais, com aproximadamente 48 mil. O Distrito Federal registra mais de 17 mil adesões.
Mobilização ocorre durante disputa interna no STF
O crescimento do abaixo-assinado acontece no momento em que o STF vive uma sequência de discussões públicas sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master.
Mendonça é o relator de procedimentos relacionados ao caso. Entre os elementos analisados estão informações extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, que deram origem a uma petição relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. O próprio STF confirma que a Petição 16.662 teve origem em relatório da PF produzido a partir do conteúdo extraído do aparelho.
Em 15 de setembro, o plenário do STF começou a analisar uma questão de ordem sobre a possibilidade de julgamento conjunto de duas petições relacionadas ao caso. A discussão foi suspensa após pedido de vista de Flávio Dino, e o mérito da Petição 16.662 não chegou a ser analisado naquela sessão.
Documentos do caso Master
Nos últimos dias, Mendonça determinou a retirada de sigilo de documentos relacionados ao caso Master. Em 11 de setembro, após pedido de Edson Fachin, o ministro retirou o sigilo de parte das investigações; posteriormente, em 14 de setembro, retirou o sigilo de um processo relacionado à rede de pagamentos de Daniel Vorcaro.
Entre os documentos que passaram a ser discutidos está um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.
A divulgação desses documentos colocou no centro do debate as relações entre Vorcaro e autoridades públicas e levou o tema ao plenário do Supremo.
Divergências entre ministros
A discussão sobre o caso Master também expôs divergências entre ministros do STF sobre a condução dos procedimentos e a divulgação dos documentos.
Moraes questionou a forma como documentos haviam sido liberados e pediu a retirada de sigilo de todo o material relacionado à Operação Compliance Zero. Mendonça, por sua vez, afirmou que a manutenção de parte do sigilo estava relacionada à existência de investigações em andamento e à proteção de dados pessoais.
No julgamento de 15 de setembro, o plenário passou a discutir a reunião de duas petições relacionadas ao caso. A análise foi interrompida pelo pedido de vista de Flávio Dino, sem que o mérito da petição envolvendo Moraes fosse julgado naquela sessão.
Apoio a Mendonça ultrapassa meio milhão
Nesse cenário, o abaixo-assinado em apoio a André Mendonça ultrapassou 500 mil adesões, segundo o contador divulgado pela própria plataforma.
A iniciativa estabeleceu como próxima meta alcançar 1 milhão de assinaturas e afirma defender a independência do Judiciário, o Estado Democrático de Direito e o respeito à Constituição.
A plataforma também informa que se apresenta como uma “iniciativa cidadã independente” e que os dados pessoais dos participantes não são exibidos publicamente, sendo divulgados apenas os números agregados das adesões.
O caso Banco Master continua em análise no Supremo, enquanto os ministros discutem os procedimentos relacionados às investigações e aos documentos encaminhados pela Polícia Federal.
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