Governo Trump pede à Suprema Corte para usar banco de dados de imigração na verificação de eleitores

Advogados do Departamento de Justiça pedem ao tribunal superior que suspenda uma decisão de junho de uma juíza federal, que bloqueou o sistema de verificação em massa de eleitores

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

O governo de Donald Trump recorreu à Suprema Corte nesta terça-feira (8), pedindo autorização para usar um banco de dados de imigração reformulado para verificar a precisão dos cadastros eleitorais estaduais. A ação aumentaria a fiscalização do governo federal nas eleições de meio de mandato, agendadas para novembro.

No procedimento, os advogados do Departamento de Justiça pedem ao tribunal superior que suspenda uma decisão de junho de uma juíza federal de Washington, D.C., que bloqueou o sistema de verificação em massa de eleitores. A magistrada argumentou que o sistema foi montado de forma desorganizada e continha dados de cidadania não confiáveis.

Os advogados do governo federal classificam a decisão da juíza como indefensável, sob o argumento de que ela “ameaça a integridade das próximas eleições ao anular a autoridade do governo federal de usar internamente dados da Previdência Social para cumprir sua obrigação de atender às solicitações dos estados para verificar a cidadania de indivíduos para fins de votação e outros”.

Banco de dados reformulado

Um banco de dados conhecido como Sistema de Verificação Sistemática de Estrangeiros para Benefícios (SAVE, na sigla em inglês) foi reformulado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) em 2025, com objetivo de ser usado para verificar a cidadania e o status migratório dos eleitores. A reformulação dá acesso aos números do Seguro Social dos indivíduos e permite pesquisa de vários registros simultaneamente.

O sistema passou a ser usado por governadores republicanos, que compararam suas listas de eleitores com o banco de dados e cancelaram registros de eleitores sinalizados como não cidadãos dos Estados Unidos.

Os grupos que entraram com ações judiciais para bloquear o SAVE revisado dizem que a nova abordagem pode excluir do cadastro eleitoral pessoas identificadas erroneamente como não cidadãs. Eles argumentam que o SAVE pode estar desatualizado, sem o status correto de imigrantes naturalizados, aptos a votar nas eleições.

A juíza distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., aceitou esses argumentos em junho e impediu o uso do sistema, que o governo Trump tenta reaver na Suprema Corte.

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