Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury cobram explicações e investigação sobre o ministro do STF
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
As revelações relacionadas ao caso Banco Master provocaram uma reação política entre candidatos à Presidência da República e aumentaram a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto diferentes candidatos se manifestaram publicamente e cobraram esclarecimentos sobre as informações que vieram a público após a quebra de sigilo do caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, não se manifestou sobre o episódio.
As declarações dos candidatos apresentam diferentes níveis de cobrança. Alguns defendem uma investigação rigorosa, enquanto outros afirmam que, caso as suspeitas sejam comprovadas, Moraes não teria condições de permanecer no Supremo.
Flávio Bolsonaro cobra esclarecimentos
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, classificou as acusações como graves e afirmou esperar que Alexandre de Moraes apresente esclarecimentos.
“São muitas acusações graves e que eu espero, de verdade, que ele esclareça, porque, caso contrário, se ele não esclarecer e se comprovar o que essas suspeitas que estão sendo reveladas agora por vocês da imprensa, vejam a importância da imprensa, da transparência a tudo, ele não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirma Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL.
Zema critica credibilidade do STF
Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo, também criticou a situação e afirmou que o Supremo Tribunal Federal é hoje uma instituição desacreditada.
O candidato citou as relações envolvendo integrantes do Judiciário e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Nós sabemos que Supremo no Brasil hoje é uma instituição desacreditada, até porque alguns ministros lá estenderam o tapete vermelho para o banqueiro bandido Vorcaro, fizeram negócios com esse bandido e temem qualquer candidato que venha com uma proposta moralizante”, diz Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo.
Renan Santos anuncia impeachment
Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, anunciou que pretende protocolar um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.
“Vendo o que está acontecendo agora com o senhor Alexandre de Moraes, que está envolvido até o pescoço no escândalo do Banco Master, vendo como funcionam as grandes reuniões em Brasília, a forma como as coisas são decididas hoje no nosso país. O impeachment será protocolado, os memorandos serão enviados para vocês”, diz Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão.
A declaração coloca o impeachment de Moraes entre as medidas defendidas por candidatos durante o debate eleitoral.
Caiado defende afastamento de Moraes
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, defendeu que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado do Supremo Tribunal Federal.
“Com os fatos que vieram ao conhecimento da população brasileira diante da quebra de sigilo do caso Master, fica claro que o ministro Alexandre de Moraes não tem a menor condição de continuar à frente do Supremo Tribunal Federal. Eu acredito que o colegiado deverá se reunir e o Supremo dar uma satisfação à população brasileira, que ele estará afastado daquela Corte”, diz Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD.
Para Caiado, o próprio STF deveria se reunir para analisar o cenário e apresentar uma resposta à sociedade.
Augusto Cury pede investigação
Já Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, defendeu uma investigação séria sobre os fatos.
“Quem paga os colaboradores do Judiciário, em todas as esferas, inclusive no STF, é o contribuinte e ele quer respostas, e ele merece respostas. Então, a minha posição é: tem de investigar de maneira séria”, afirma Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante.
Cury ressaltou que, por serem custeadas pelos contribuintes, as instituições públicas devem prestar esclarecimentos diante de questionamentos relevantes.
Lula não se manifesta
Em meio à sequência de declarações dos candidatos, Lula não apresentou posicionamento público sobre o caso Banco Master nem sobre as cobranças direcionadas a Alexandre de Moraes.
O silêncio do presidente ocorre enquanto candidatos de diferentes partidos defendem que as informações sejam esclarecidas e investigadas.
A ausência de manifestação também deixa sem resposta qual é a posição de Lula diante das propostas de investigação, afastamento e impeachment apresentadas pelos candidatos.
Pressão política aumenta
As declarações mostram que o caso Banco Master ganhou espaço na disputa presidencial e passou a ser utilizado pelos candidatos para cobrar transparência das instituições.
Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury fizeram cobranças públicas, enquanto Lula permanece em silêncio sobre o episódio.
As acusações e suspeitas mencionadas pelos candidatos, contudo, precisam ser apuradas pelas autoridades competentes e não devem ser consideradas fatos comprovados antes da conclusão das investigações.
O caso deverá continuar no centro do debate político à medida que novos documentos e informações sejam analisados.
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