Advogado de Trump fala em “fraude facilitada” e “manipulação descarada” nas eleições brasileiras e exige investigação internacional

Martin De Luca afirma que “a máscara cai” para Lula, questiona a prorrogação do horário de votação no segundo turno e pergunta: “Como eles acharam que isso passaria despercebido?”
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA

O advogado americano Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, intensificou as críticas à condução das eleições presidenciais brasileiras após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicações na rede social X, nesta segunda-feira (26), ele levantou suspeitas sobre a regularidade do processo eleitoral, questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação e defendeu uma investigação completa e independente sobre o episódio.

Advogado cobra investigação sobre a “Janela Zanin”

Uma das principais críticas de De Luca se refere à decisão que ampliou até as 19h o horário de votação no segundo turno, realizado no domingo (25). O advogado chamou o episódio de “Janela Zanin” e cobrou uma apuração independente para esclarecer as circunstâncias da medida.

“A ‘Janela Zanin’: duas horas que merecem uma investigação completa e independente”, escreveu.

Em outra publicação, o advogado questionou se o episódio representou uma virada eleitoral histórica ou uma irregularidade facilitada pela intervenção judicial.

“A maior virada na história da humanidade… ou uma fraude facilitada por uma intervenção sem precedentes de um juiz de uma corte que não tinha competência jurisdicional sobre o caso e que, inclusive, já foi advogado da campanha de Lula [em 2022]”, declarou De Luca.

O advogado é crítico de Lula e manifestou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha presidencial. Suas publicações concentram-se na atuação de Zanin e nas consequências da decisão para o encerramento da votação.

Advogado questiona possível intervenção em centenas de milhares de urnas

De Luca também comentou informações atribuídas à jornalista Mônica Bergamo, segundo as quais uma fonte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria apontado a necessidade de reprogramar aproximadamente 490 mil urnas, individualmente, para estender a votação.

Ao comentar o assunto, ele questionou:

“Como eles acharam que isso passaria despercebido? Esse pessoal está fora de controle”, acusou De Luca.

Em outra publicação, voltou a cobrar explicações sobre a viabilidade operacional da medida:

“A apuração de Mônica Bergamo levanta uma questão fundamental. Será que Zanin determinou a extensão do horário de votação em todo o país sem sequer verificar se isso era, de fato, exequível?”

O advogado também defendeu que as autoridades apresentem informações detalhadas sobre os procedimentos adotados:

“Se a extensão exigia uma intervenção individual em centenas de milhares de urnas (490 mil), as autoridades precisam esclarecer, com precisão, quais instruções foram dadas, quais alterações foram feitas e onde. A afirmação de que ‘seria necessária uma reprogramação’ exige uma explicação detalhada e documentada sobre o que aconteceu”, afirmou De Luca.

“Manipulação descarada” e questionamento sobre reconhecimento internacional

Em outra manifestação, o advogado questionou se o resultado das eleições seria reconhecido internacionalmente caso a extensão do horário de votação tivesse influência na declaração do vencedor.

“Se essa manipulação descarada das eleições for usada para anunciar que Lula venceu, Lula realmente espera que alguém na comunidade internacional reconheça isso como uma eleição livre e justa?”, questionou.

De Luca também comparou o cenário político brasileiro ao da Venezuela sob Nicolás Maduro, em uma declaração que ampliou suas críticas ao resultado eleitoral.

“A desesperança chegou a um ponto em que hoje é o dia em que a máscara cai completamente e Lula se torna o próximo Nicolás Maduro? Pelo bem do Brasil, rezo para que não seja esse o caso”, escreveu.

As declarações foram publicadas em meio à controvérsia sobre a decisão de estender o horário de votação e à discussão sobre a atuação das autoridades eleitorais.

Decisão de Zanin está no centro das críticas

A decisão de Cristiano Zanin foi tomada no domingo (25), após pedidos relacionados a dificuldades no transporte de eleitores. Posteriormente, foi esclarecido que a extensão do prazo se aplicava às seções eleitorais que ainda estavam com as urnas abertas às 17h, sem reabrir aquelas que já haviam encerrado a votação.

De Luca questiona a rapidez da decisão, a competência do ministro para determinar a medida e os procedimentos necessários para executá-la. O advogado defende que os acontecimentos sejam examinados de maneira independente e que as autoridades esclareçam como a determinação foi aplicada.

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