Daniel Vorcaro e outros 13 mil presos provisórios podem votar no 2º turno

Preso desde março, ex-controlador do Banco Master pediu para votar na Papuda, onde participou do primeiro turno

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, deverá votar neste domingo (25), durante o segundo turno das Eleições 2026, em uma seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo sua defesa, ele também votou no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Vorcaro está preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Para participar do pleito, ele transferiu seu título de eleitor para uma seção eleitoral instalada no complexo penitenciário.

A participação do empresário ocorre enquanto ele permanece sob custódia da Justiça e integra um cenário em que milhares de pessoas presas provisoriamente estão habilitadas a votar no país.

Outros investigados votaram no primeiro turno

Além de Vorcaro, também votaram na Papuda, no primeiro turno, o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto.

A legislação eleitoral permite que presos provisórios votem, desde que estejam com a situação eleitoral regularizada e atendam aos requisitos estabelecidos pela Justiça Eleitoral. A prisão preventiva, por si só, não suspende os direitos políticos.

Cerca de 13 mil presos provisórios estão aptos a votar

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que aproximadamente 13 mil presos provisórios estão aptos a votar nas Eleições 2026 em todo o Brasil.

São Paulo lidera a lista, com 3.502 eleitores nessa condição. Em seguida aparecem a Bahia, com 1.663, e o Maranhão, com 1.271.

A votação ocorre em seções eleitorais instaladas em estabelecimentos penais, conforme as regras da Justiça Eleitoral. Para a instalação dessas seções, é necessário haver pelo menos 20 eleitoras e eleitores aptos.

Condenados definitivamente não têm o mesmo direito

A legislação estabelece uma diferença entre presos provisórios e pessoas condenadas criminalmente por sentença transitada em julgado.

Enquanto a prisão preventiva não suspende automaticamente os direitos políticos, a condenação criminal definitiva implica sua suspensão durante o período previsto na legislação. Nesses casos, a Justiça Eleitoral deve ser comunicada para registrar o impedimento.

Adolescentes internados também podem votar

Adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em unidades de internação também podem participar das eleições, desde que atendam aos critérios legais e estejam com a situação eleitoral regularizada.

As regras para 2026 contemplam jovens que tenham completado 16 anos até o primeiro turno e estejam submetidos a medida socioeducativa de internação ou internação provisória, observadas as exigências do TSE.

A votação em estabelecimentos penais e unidades de internação segue procedimentos específicos definidos pela Justiça Eleitoral.

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