Ex-ministros de Lula e Dilma declaram apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger se reuniram com o senador para discutir economia, soberania nacional, defesa e política externa

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

Dois ex-ministros que integraram governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) declararam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger se reuniram com o senador na quarta-feira (21), em São Paulo, para discutir propostas relacionadas ao futuro do país.

O encontro durou aproximadamente uma hora e abordou temas considerados estratégicos, como retomada do crescimento econômico, soberania nacional, Amazônia, Defesa Nacional e política externa. A aproximação dos dois ex-ministros amplia o conjunto de personalidades de diferentes trajetórias políticas que manifestaram apoio ao candidato do PL.

Reunião abordou economia e soberania nacional

Segundo Aldo Rebelo, a reunião foi solicitada por Flávio Bolsonaro e teve como objetivo apresentar sugestões sobre os rumos do Brasil.

“Fomos apresentar nossas opiniões sobre a eleição, o Brasil, retomada do crescimento, a desinterdição do país, a questão da Amazônia e da Defesa Nacional, o problema de política externa”, afirmou o ex-ministro após o encontro.

De acordo com Rebelo, Flávio ouviu as propostas, agradeceu as contribuições e afirmou que levaria as ideias em consideração.

O ex-ministro também negou ter recebido convite para assumir o Ministério do Meio Ambiente em um eventual governo do senador. Segundo ele, não houve discussão sobre cargos durante a reunião.

Aldo Rebelo tem trajetória ligada à esquerda e à Defesa Nacional

Aldo Rebelo construiu parte significativa de sua carreira política no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), legenda à qual esteve ligado durante décadas. Também presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007.

Durante os governos petistas, ocupou diferentes cargos ministeriais. No primeiro mandato de Lula, foi ministro da Coordenação Política. Na gestão Dilma Rousseff, comandou as pastas do Esporte, da Ciência e Tecnologia e da Defesa.

Ao longo de sua trajetória, Rebelo ganhou destaque por posições nacionalistas e pela defesa da soberania brasileira, especialmente em discussões relacionadas à Amazônia, aos recursos naturais e à política de defesa.

Em 2026, ele também participou de articulações políticas ligadas à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado antes de declarar apoio a Flávio no segundo turno.

Mangabeira Unger também integrou governos petistas

Roberto Mangabeira Unger é filósofo, jurista e professor da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Ele ocupou a Secretaria de Assuntos Estratégicos durante o segundo governo Lula e também integrou a administração Dilma Rousseff.

Conhecido por suas propostas sobre desenvolvimento econômico e transformação institucional, Mangabeira tem histórico de participação em debates sobre o modelo de desenvolvimento brasileiro e o papel do Estado.

Sua aproximação com Flávio Bolsonaro representa mais uma adesão de uma personalidade que já integrou governos do PT à candidatura do senador do PL.

A reunião teve como um dos pontos centrais a discussão sobre soberania nacional e os desafios econômicos e estratégicos do Brasil no cenário internacional.

Flávio reúne apoios de diferentes setores políticos

Desde o primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu manifestações de apoio de lideranças políticas que não integram originalmente o PL.

Entre os nomes que declararam apoio ao senador estão o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD); o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); o escritor Augusto Cury (Avante); e a ex-candidata Clariana Barão (DC).

O ex-presidente Michel Temer (MDB) também manifestou apoio à candidatura. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou seu respaldo ao senador.

No campo partidário, Novo e Republicanos estão entre as legendas que anunciaram apoio a Flávio. União Brasil e Progressistas também se aproximaram da candidatura, enquanto o posicionamento de cada partido deve ser distinguido das declarações individuais de seus integrantes.

No caso de Ronaldo Caiado, o apoio foi declarado pessoalmente, enquanto a direção nacional do PSD optou pela neutralidade na disputa.

Segundo turno concentra articulações políticas

A declaração de apoio de Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger ocorre na reta final da campanha presidencial, marcada por reuniões, negociações políticas e manifestações públicas de lideranças de diferentes setores.

Além da disputa eleitoral, os temas apresentados no encontro com Flávio incluem questões estruturais para o país, como crescimento econômico, defesa nacional, política externa e preservação da soberania brasileira.

A reunião também evidencia a aproximação de dois ex-integrantes de governos petistas com o candidato do PL, em um momento em que as campanhas buscam ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.

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