Macário Júdice é suspeito de antecipar informações policiais sobre ação contra o Comando Vermelho
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (30) a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, preso preventivamente desde dezembro de 2025 por suspeita de participação no vazamento de informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho (CV).
A decisão substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte. Com isso, o desembargador deixou a prisão, mas continuará submetido às restrições determinadas pelo ministro.
A decisão chama atenção por ocorrer em um processo que envolve suspeitas de vazamento de informações estratégicas de uma operação policial contra uma organização criminosa. O caso levanta questionamentos sobre a gravidade dos fatos investigados e os critérios utilizados para substituir a prisão por medidas alternativas.
Investigação aponta possível vazamento de operação policial
De acordo com as investigações, Macário Júdice teria antecipado informações sigilosas sobre uma operação da Polícia Federal ao então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar.
Segundo os investigadores, Bacellar teria repassado os dados ao ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, que era um dos alvos da operação e é investigado por supostas ligações com o Comando Vermelho.
A suspeita é de que o compartilhamento antecipado das informações tenha permitido alertar pessoas envolvidas antes da ação das autoridades.
A defesa do desembargador nega qualquer participação no vazamento e afirma que pretende demonstrar sua inocência durante o andamento do processo.
Bacellar e TH Joias continuam presos
Na mesma decisão, Moraes autorizou a transferência de Rodrigo Bacellar, que estava custodiado em um presídio federal, para uma unidade prisional no Rio de Janeiro. Apesar da mudança de estabelecimento, ele continuará preso preventivamente.
Já TH Joias permanece detido, sem alteração em sua situação prisional.
Em agosto, a Primeira Turma do STF recebeu por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os três investigados, tornando-os réus por suspeita de obstrução de investigação criminal.
Caso continua sob investigação
A soltura de Macário Júdice não representa absolvição nem encerra o processo. O desembargador continuará respondendo às acusações, enquanto a Justiça analisa as provas e os argumentos apresentados pelas defesas.
O episódio coloca novamente em evidência a atuação do Supremo Tribunal Federal em decisões envolvendo investigações de grande repercussão nacional.
A substituição da prisão por medidas cautelares em um caso que envolve suspeitas de vazamento de informações de uma operação contra o crime organizado deverá continuar no centro do debate público.
Jornal GNewsUSA — BRAZILIANS AROUND THE WORLD
Leia mais
Polícia Federal captura 17 mil foragidos em 2026 e registra recorde histórico
Avião de guerra dos Estados Unidos entra no Brasil e pousa no Rio de Janeiro sem revelar missão
Governo Lula cancela R$ 345 milhões em verbas da Defesa e da Polícia Rodoviária Federal

Faça um comentário